segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Nos Dezoito anos do meu Neto Afonso

Neto Afonso

Nesta data em que completas os teus dezoito anos, recordo, com alguma nostalgia, o momento em que, graças ao teu nascimento, fui, pela primeira vez, avô.

A partir daí, acompanhei de perto o teu crescimento e, na medida do possível, procurei contribuir para a tua formação, sentindo-me muito orgulhoso por ter um neto maravilhoso, com personalidade própria, com forte espírito familiar, alegre, disponível, sensível e sempre rodeado de amigos, o que é bem significativo.

Em pequeno, as tuas traquinices obrigava-nos a uma permanente atenção. Eras um “diabrete”. Depois, na Escola, disfarçavas a tua constante irrequietude com um ar pacato de autêntico santinho de altar.
Mas lembro-me, também, de ir contigo aos jogos de futebol e torcer por ti, como se fosses, sem dúvida, o melhor em campo. “Anda Afonso, corre… chuta, chuta…”.
Mais recentemente, recordo que senti a tua falta quando estiveste em Itália ou que tive alguns receios com a tua ida a Moçambique.

A tua enorme capacidade de adaptação e de relacionamento com os outros são por demais evidentes na facilidade com que te rodeias de amigos e amigas (e que amigas!) onde quer que estejas. Mas, o que não posso deixar de referir, é o sentimento quase de perplexidade com que recordo o meu Afonsinho acabado de nascer e o meu neto Afonso agora, com dezoito anos, acompanhado da sua “sombra” (giríssima, diga-se de passagem).

Tudo isto recordo e constato com alegria, mas, simultaneamente, agrada-me pensar que, ao longo da tua vida, tive ocasião de te ensinar muita coisa e, de certa maneira, contribuir para o “bom menino” que tu hoje és.

Esta é uma carta de percurso, não de fim…

Mas, meu neto Afonso, embora tenha a esperança de compartilhar as tuas alegrias durante mais alguns anos, quero lembrar tudo isto para que, daqui a algum tempo, quando eu já cá não estiver, possas falar de mim aos teus filhos contando-lhes episódios que vivemos em comum.
Será um bom sinal de que valeu a pena ser teu avô.

Parabéns Neto Afonso, muitos e muitos anos de alegre vida.

Beijinhos do
Avô Jorge


Carcavelos, 06 de Janeiro de 2014

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

O GUIÃO



Paulo Portas apresentou, finalmente, o tão “desejado” Guião da Reforma do Estado e disse que tal documento era constituído por cerca de 110 páginas úteis.

Esteve 55 minutos a descrever, segundo ele, as questões mais essenciais e, quando chegou ao fim, eu pensava que nem sequer tinha começado, porque tudo o que dissera eram meras repetições das medidas que já vêm a ser tomadas e ou já estão anunciadas e que nada reformam, porque se limitam a cortes inconsequentes no que terá de ser uma verdadeira reforma do Estado.

A Montanha pariu uma lagartixa coxa e o que se pode perguntar é: 
Se aquelas 110 páginas são úteis, são úteis para quê?



domingo, 27 de outubro de 2013

FRANCISCO SANTANA GANHÃO

O Chico Ganhão foi andando à nossa frente.

Onde quer que esteja, rapidamente, vai estar rodeado de amigos.
Quem o conheceu sabe bem como era admirável a sua enorme disponibilidade e a sua dimensão, enquanto homem íntegro, que cultivava a franqueza e a lealdade, numa permanente preocupação com o bem-estar dos outros, qualidades cada vez mais raras.

Ele era amigo de todos, porque a amizade fazia parte da sua própria natureza.

Vamos ter saudades tuas, Chico!


Até um dia…


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

O PREGO



O PREGO

Quando decidimos tentar atingir um objectivo, não podemos desistir porque, um qualquer “prego” retorcido, nos fura o pneu.
Na altura, temos uma arrelia, momentânea, mas não passa disso.

Muda-se o pneu e seguimos o nosso caminho, deixando o insignificante “prego” na beira da estrada aguardando uma nova oportunidade de poder furar outro pneu, porque esse tipo de “pregos” não serve para mais nada a não ser para cumprir essa irrelevante missão.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

POBREZINHOS MAS HONRADINHOS…

Nada do que está a acontecer na Europa (e não só) é inesperado.
O capitalismo é um processo contínuo que ocasiona a acumulação de capital, sendo que os que detêm a riqueza vão-se assenhoreando do poder e não permitem a justa redistribuição dos valores obtidos a partir do trabalho de todos.

Vivendo nas suas torres de marfim, os detentores das grandes fortunas, nas suas mais diferentes formas, pagam a peso de ouro às elites (políticas, bancárias, militares, etc.), para não só lhes garantirem o “statu quo”, mas para procurarem aumentar ainda mais as suas riquezas, explorando o trabalho e, mesmo, as dificuldades das populações em geral, com maior incidência na classe média.

A riqueza destes “nababos” pornograficamente ricos e o egoísmo daqueles que, servilmente, lhes lambem as botas tolda-lhes, por completo, a capacidade de raciocínio ao ponto de não me parecer já possível resolver o problema com simples reformas. Aliás, cada vez mais, voltamos a ouvi-los defender as virtudes da pobreza. “Pobrezinhos mas honradinhos”…

A História mostra-nos que estes “canalhas” são insensíveis ao sofrimento de todos os que nem sequer conseguem os meios para alimentarem as famílias e que a única voz que eles entendem é a voz da violência, porque bem podemos apregoar estas verdades, fazer manifestações, comícios, greves, que nada os demove.
Para eles “o cão ladra e a caravana passa triunfalmente”.

Estão mesmo a pedi-las!

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

PORTUGAL PERGUNTA

“Portugal Pergunta”, na RTP 1 é um programa de efeito pernicioso pois permite que o “entrevistado” responda às questões que lhe são postas sem que, de seguida, haja o contraditório que ponha em causa os argumentos apresentados.
Fica, portanto, no ar, a resposta dada, como o raciocínio correcto sem possibilidade de qualquer objecção o que, em última análise, acaba por ser um logro.

Não sei bem porquê, mas à medida que o programa de hoje, com o Primeiro-Ministro, Passos Coelho, se ia desenvolvendo, veio-me à memória as “Conversas em família” de Marcelo Caetano, que procurava convencer-nos que tudo ia bem e que, por tal, ainda lhe devíamos estar agradecidos.


Passos Coelho também tentou fazer o mesmo mas, claro, com uma capacidade a milhas de Marcelo Caetano.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

PARA GRANDES MALES…

A abstenção foi um dos traços mais vincados do comportamento geral dos eleitores portugueses nas últimas eleições autárquicas.
Tal facto, não me parece que signifique um voto de protesto contra os políticos em geral e contra as políticas que estão a ser seguidas, mas sim uma atitude resultante de um forte desalento e /ou de uma forte convicção de que não adianta fazer o que quer que seja porque nada muda.

Há como que a sensação da incapacidade de interferir no processo, criando-se, assim, uma inércia que, aos poucos, nos vai transformando numa sociedade amorfa que, inevitavelmente, vai a caminho de um crescente empobrecimento.
Como, de facto, é esse o objectivo do poder instalado, a sua estratégia passa por anestesiar a população, instalar o medo do desemprego naqueles que ainda têm emprego e, simultaneamente, procurar deslaçar a sociedade atirando empregados contra desempregados, novos contra velhos, pobres contra remediados, transformando-nos num “bando” de invejosos que, cada vez mais, deixamos de nos interessar pelos outros, procurando apenas o interesse pessoal na tentativa, permanente, de conseguirmos simplesmente sobreviver.

Só um clima assim é que permite a inexistência de uma verdadeira revolta não só perante a Troika que, obviamente, não quer saber do país para nada, visto que o seu objectivo é a defesa dos interesses dos credores que passa pela exploração permanente do país e de todos nós, mas, também, perante um Governo que de joelhos lhes obedece, cegamente, e que nos comunica as sucessivas medidas gravosas com total indiferença e brutal crueldade.

Os Governantes que, de facto, não têm nenhuma ideologia, como se viu na última campanha para as Autárquicas em que as medidas que preconizavam eram o contrário dos princípios que dizem defender, não conseguem acertar uma mas, alegremente, têm o descaramento de apregoar que tudo vai bem e que nos esperam risonhas madrugadas, apesar da realidade desmentir tudo o que eles dizem.

Impreparados, inexperientes, desorganizados e inconscientes é o mínimo que se pode dizer deste bando de malfeitores que até desfazem, unilateralmente, os contratos estabelecidos com os que já se foram e que organizaram as suas vidas pensando que podiam morrer descansados, porque tinham deixado a sua reforma para garantir a vida da Família que cá ficava.

Sinceramente, não creio que toda esta questão possa vir a acabar a bem…

A Oposição, e sobretudo o PS, têm de dar um passo em frente e dizer, de forma clara, qual é, no concreto, o seu Programa de Governo, quem são os eventuais protagonistas desse projecto e pô-los a afirmarem-se publicamente, salientando a sua preparação/experiência e, sem receios, puxar pelo orgulho dos portugueses, mostrando-lhes que o país é deles e que, se for preciso saltar para a rua,  para garantir a sobrevivência e a dignidade, o PS estará com eles.


Para grandes males…

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

O BOM SENSO…

Estava a pensar… no descaramento do Passos Coelho quando ao referir-se aos Juízes do Tribunal Constitucional, disse que “não é necessário rever a Constituição, basta haver bom senso”.
Como é que um “gajo” destes que continua, conjuntamente com os seus apaniguados, a defender, teimosamente, que o equilíbrio da economia depende de cortes nos salários e nas reformas, na redução dos funcionários públicos, no aumento do tempo de trabalho, nas privatizações porque sim, na entrega aos privados da Saúde, da Educação e mesmo da Segurança Social, com os resultados que estão à vista, consegue ter a lata de aconselhar aos outros “bom senso”?

Se Passos Coelho e os Partidos que sustentam este Governo (PSD/CDS) tivessem “bom senso” não tentavam promover leis e normas inconstitucionais com o objectivo último de levar por diante as suas políticas neoliberais, com uma enorme indiferença relativamente às consequências que ocasionam na destruição da nossa economia e no crescente empobrecimento da população deste país.

E estava a pensar também que os Candidatos do PSD/CDS às Câmaras e Juntas de Freguesias são filhos (ou afilhados) desta mesma ideologia.
Não tenhamos ilusões, é preciso derrotá-los para que não se perpetuem no poder.

Aí está um momento decisivo em que é essencial ter “bom senso”.   

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

LEMBRANDO ALEXANDRE O’NEILL

DOMINGO À NOITE

Neste fim de Domingo, estou a pensar nos insólitos acontecimentos dos últimos tempos.
O Relvas saiu por - disse ele - falta de força anímica. O Gaspar por fracasso da sua política e porque achava que o Governo não tinha liderança. O Portas demitiu-se de forma "irrevogável", mas afinal deu o dito por não dito, o que parece não ter qualquer importância. A Secretária de Estado Maria Luís mentiu ao Parlamento e foi premiada passando a Ministra. Foram demitidos uns Secretários de Estado e outros Gestores de empresas públicas por causa dos Swaps, mas outros que fizeram o mesmo nada lhes aconteceu. O Pais Jorge que não esteve nas reuniões, mas que afinal talvez mas não se lembra e portanto... não pode dizer que esteve e que o Lomba pôs quase a chorar, afinal é bom rapaz e já nem se lembra se esteve ou não no Governo. E o Machete, o Ingénuo, que tal como o Cavaco, nunca se aperceberam que estavam a ser favorecidos na compra das acções do BPN e ainda hoje têm dúvidas se teriam ganho alguma coisa com isso?
Nada de importante..
.
Entretanto, o Chefe do Governo desta "maltosa" está a banhos no Algarve, a assar peixe que é uma das suas distrações favoritas...

A propósito relembro Alexandre O'Neill:


DISCURSO
no-dize-tu-direi-eu
havia um que dizia
quer dizer é como quem diz
que o mesmo é não dizer nada
tenho dito

A LEITURA
Não te deixes enrolar!
És tu quem tem de pagar...
Põe o dedo em cada letra.
Pergunta: «- Por que está ' qui?»

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

VAMPIROS



O vampirismo está no ADN dos nossos governantes.
O sangue de que mais gostam é o dos Funcionários Públicos, Reformados e Aposentados. Mas, mesmo dessa "espécie", há "classes" que eles poupam, como é o caso dos Magistrados, Militares e Diplomatas.
A Lei da Selva está aqui bem presente, atacar e destruir os mais vulneráveis a favor dos mais "fortes".
Este novo roubo, agora anunciado, do dinheiro dos pensionistas, pretende, contudo, salvaguardar aqueles "ilustres senhores", a que propósito? O que foi que fizeram na vida que justifique tal diferenciação? Trabalharam? Então e os outros , muitos dos quais estiveram na Guerra e nunca tiveram as mordomias que sempre estes "senhores" desfrutaram?
Empobrecer, empobrecer, empobrecer eis a grande obsessão ideológica deste Governo!
Estão a sugar-nos até ao tutano, sem dó nem piedade, doa a quem doer...
Reparem na frieza, na clara ausência de sentimento quando nos transmitem estes brutais cortes.

VAMPIROS...

quinta-feira, 25 de julho de 2013

VAI À MISSA…



Durante dois anos, o Governo foi anunciando e, logo de seguida, adiando o início do crescimento económico.
O que, porém, fomos verificando é que, mercê das políticas que, teimosamente, foi pondo na prática, o que cresceu não foi o Produto Interno, mas sim, o Deficit, a Despesa Pública, a Dívida e, em consequência, o descalabro da vertiginosa subida do Desemprego.

Esta situação de políticas que nos têm conduzido a uma espiral recessiva, que nos empobrece inevitavelmente, são demasiado evidentes, não sendo preciso qualquer habilitação específica para que a grande maioria dos portugueses, que sofrem os seus efeitos, as constatem e as repudiem.

Mas o que é grave, é que a coligação no Governo, apesar de o Ministro Gaspar, quando da sua demissão, ter proclamado o falhanço dessas políticas, insiste na continuidade do caminho que vem seguindo como ficou bem patente, preto no branco, quando na “tentativa” de acordo com o Partido Socialista, deixou, por escrito, todas as suas intenções.

Só não vê quem não quer ver que todas as novas promessas não passam de palavreado que apenas enganam quem, de facto, quer ser enganado!

E foi exactamente isso que fez o Presidente da República, nesta sua intervenção, num jogo “de faz de conta”, como se não conhecesse a realidade ou estivesse a falar para um país de patetas.

Repare-se:
- Ao rejeitar as eleições antecipadas, que poderiam ocasionar a formação de um novo Governo, que teria muito mais condições de vir a negociar um Acordo de relançamento da economia, entre os dois Partidos mais votados, Cavaco argumentou, exaustivamente, que tal teria custos brutais. Ora, é o mesmo Cavaco, no mesmo discurso, que se propõe marcar eleições “antecipadas” para daqui a um ano, como se em tal momento os custos não fossem os mesmos, com a agravante de agora reforçarmos a incerteza, face a fragilidade de um Governo a prazo, desmotivado por isso mesmo.

- Ao decidir aceitar este Governo remodelado, Cavaco conhecia a sua nova orgânica e, portanto, estava a aceitar Paulo Portas como o novo Primeiro-ministro disfarçado de “vice”, sendo que Passos Coelho, ao delegar nele as suas principais funções, passará, quando muito, a “porta-voz” do Governo, tarefa, aliás, de que tem dado sobejas provas de medíocre desempenho.
Mas o Presidente também sabe muito bem da incompatibilidade das posições públicas assumidas pela actual ministra das Finanças e do empossado ministro da Economia, prevendo-se, facilmente, que após o pó assentar, se irá mais uma vez ver que não é possível dois galos para o mesmo poleiro.

- Ao aceitar manter este Governo, Cavaco Silva não teve presente que Passos Coelho:
ü  Começou por perder Relvas, que era o seu grande apoio, por falta de força anímica;
ü  Gaspar bateu-lhe com a porta, dizendo que as políticas tinham sido um fracasso e que o Governo não tinha liderança;
ü  Paulo Portas demite-se por discordar de Passos e das políticas que estavam por ele a ser seguidas;
ü  Que o próprio Passos Coelho, ao entregar o poder a Paulo Portas, se está a demitir das suas funções;
não reparou, não enxergou que o Primeiro Ministro já não existe e é urgente substituí-lo?
Nada disso, Cavaco sabe muito bem tudo isso, mas montou todo este teatro para disfarçar e perseverar a sua própria imagem. No seu próximo “prefácio” dirá que “ele bem fez todos os possíveis mas os Partidos políticos, blá, blá, blá….”

As imagens, em plena crise, nas Selvagens, ao falar das cagarras que o deixaram dormir e a enviar um bilhete-postal à “esposa” e o encontro com o Jardim, ilustram, muito bem, Cavaco no seu melhor.

 Depois de toda esta “cena macaca” o que me apetece é mandar o Cavaco à missa, porque, à semelhança do que aconteceu nos Jerónimos, aí sempre há os convidados para o aplaudir.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

O LABIRINTO DO CAVACO


Cavaco Silva levou mais de metade do tempo da sua comunicação a procurar demonstrar os efeitos perniciosos e terríficos que resultariam se fossem convocadas eleições antecipadas.
Os mercados, referiu ele, perante as incertezas dos resultados, iriam, certamente, reagir, fazendo subir as taxas dos juros, a cotação bolsista seria igualmente afectada e o país teria de se sujeitar a um novo resgate ainda mais gravoso, etc., etc.

Mas, se a causa dessa nova situação seria a incerteza, durante três ou quatro meses, até que as eleições se realizassem e voltasse a normalidade governativa, como se justifica que, na solução preconizada pelo Presidente da República, estejam, exactamente, previstas eleições antecipadas para daqui a um ano?
Os efeitos são, obviamente, pelo menos, os mesmos, com a agravante de que a incerteza dos resultados irá durar em vez de três meses, quinze ou dezasseis.

A quase totalidade dos especialistas em análises e comentários políticos referem a falta de clareza da proposta de Cavaco, que se presta às mais diversas interpretações, sem que se vislumbre como é possível satisfazer as condições apontadas, tal a complexidade que representam.

Enfim, Cavaco quis demonstrar que também é capaz de dizer coisas, mesmo que, como é seu costume, procure apagar o fogo com gasolina.

Entrou na sala para falar aos portugueses, todo emproado, “chegou e disse …… e foi-se”, deixando ao país não um caminho, mas um labirinto.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

A CRISE NO GOVERNO

Uma crise é sempre o resultado de algo que está a correr mal.
Quando tudo está bem, não há crise.
Assim sendo, a única forma de a debelar é corrigir (extirpar) o que a originou.
Se temos um furúnculo, não há betadine que o resolva, nem basta lancetá-lo, é mesmo preciso espremê-lo para que todo o pus, que lá se foi depositando, ao longo do tempo, seja expulso e, permita assim, que se criem as condições para a recuperação e cura.

Em Portugal, com o actual Governo, passa-se algo de semelhante.
A sua implosão, com o saltar de Gaspar e Portas, não é suficiente. Se não se tirar de lá a restante massa infectada que, sobretudo, Passos Coelho representa, a infecção não só não desaparece como se espalha pelo corpo todo, tornando impossível a retoma da saúde do país.

Passos Coelho é um inconsciente e, enquanto tal, não irá nunca reconhecer as suas incapacidades para desempenhar as funções de Primeiro-ministro.
No seu discurso, mal-amanhado, que fez na segunda-feira, à noite, em que em desespero de causa, afirmou “não me demito”, fez-me lembrar Vasco Gonçalves, em Almada, em Agosto de 1975, mas, tal comparação é porque ambos estavam no estertor do seu “consulado”, porque Coelho, relativamente a Gonçalves, nem aos calcanhares lhe chega.

Passos pode ser (duvido) muito eficiente noutras tarefas, mas as provas, enquanto governante, estão mais que suficientemente dadas, de que, tal como o Sapateiro, também Passos Coelho não sabe tocar Rabecão.

Como é usual dizer-se, Passos Coelho não faz parte da solução. Ele é agora o verdadeiro problema.

É preciso extirpá-lo!

                                                                        

segunda-feira, 1 de julho de 2013

RESTA O PASSOS…

Portugal não ficou espantado com a saída de Victor Gaspar.
Já de há muito que se sentia que isso iria acontecer, mais dia, menos dia, tal era a situação de crescente isolamento do Ministro, não só por parte da quase totalidade dos portugueses, mas também no seio do próprio Governo.

O que, de facto, causou uma enorme perplexidade foi a nomeação da Secretária de Estado, Maria Luís Albuquerque, para Ministra das Finanças.

 Esta decisão do 1º Ministro revela que, de três, uma, ou Passos Coelho não conseguiu convencer ninguém, devidamente credenciado, para desempenhar aquela função, ou prefere uma simples marionete disposta a seguir a actual política, cujos cordéis ele irá manejar a partir das directrizes da Troika e dos ditames de Berlim, ou ele próprio acha que está a mais, considera-se já na situação de mobilidade especial, e, nessas condições, não se justificando alguém de “peso” para o lugar prefere nomear uma segunda linha.

Do Trio Central Passos/Gaspar/Relvas, resta apenas o primeiro que continuará a andar à volta da nora até que lhe caiam as palas e, finalmente, perceba que o poço está seco e que, portanto, é altura de passar para a fase de requalificação.



                                                                  

sábado, 29 de junho de 2013

PASSEIO ÀS FESTAS DE SÃO JOÃO, NO PORTO



CRÓNICA DESPRETENSIOSA

PASSEIO ÀS FESTAS DE
SÃO JOÃO, NO PORTO,

COM “BREVE” DESVIO NA MEALHADA

No Domingo, como previsto, partimos por volta das 10.00h, a caminho do Porto.
O tempo estava bom e, portanto, a viagem correu de forma descontraída.
Acontece, porém, que, provavelmente, mercê de hábitos adquiridos, o nosso carro começou a desviar-se da rota, avançando, decisivamente, na direcção da Mealhada. Como os esforços para o demover não resultaram, lá tivemos que nos sujeitar a fazer o reabastecimento no “Típico” com uns bons nacos de Leitão, regados com o vinhito da região.

Já mais aconchegados, partimos para a segunda etapa que nos conduziu até ao Hotel Vila- Galé – Porto, onde encontrámos um bom alojamento.
Feita a estiva, e tendo em atenção uma série de dicas da Zé e do Rui, demos corda aos sapatos e lá fomos na direcção da Sé.

Ali chegados, embarcámos num “minicomboio”, onde nos fizeram um desconto de um euro por pessoa, por sermos quatro. Foi bom!

Demos uma volteca e, de seguida, lá fomos relembrar a Sé por dentro, partindo, de imediato, a caminho do São João, nas Fontainhas.
Típico, mas pouco interessante, sendo que nos Restaurantes que tinham sardinhas assadas, as filas eram impressionantes e a “seca” para sermos atendidos era, no mínimo, de uma hora e meia.
Andámos por ali e resolvemos procurar nas ruas em redor onde encontrámos um pequeno restaurante/tasquinha e lá avançaram as sardinhas.
Pedimos quatro doses, mas duas de cada vez. As primeiras traziam 4 sardinhas cada, com batatas cozidas e salada, mas as segundas que traziam muito mais salada, tinham apenas três sardinhas cada.
O “patrão”, homem grisalho de ventre avantajado, de avental até ao peito, esclareceu os comensais que as sardinhas tinham acabado. Para satisfazer os pedidos, digo eu, fez um rateio e resolveu a questão, passando as doses para três.
Entretanto, foi-nos dizendo que tínhamos direito ao pão, às azeitonas, ao vinho à discrição, ao caldo verde, à sobremesa e ao café, tudo por 10 euros e ainda, já ao balcão, fez questão de nos servir uma aguardente especial, da sua própria produção.
Uma animação!
Saímos, todos contentes, direitos à Ribeira.

Uma multidão estava à nossa espera. Ficámos perplexos porque não nos tínhamos apercebido da nossa tão grande popularidade.
Foi emocionante, porque aquela “malta” formou alas para nós passarmos, saudando-nos com as tradicionais “marteladinhas” na cabeça, com martelos e alhos-porros de todas as cores e tamanhos.
Entretanto, lá iam subindo aos céus, os coloridos balões de S. João, saudados, efusivamente, pela multidão.
Uma alegria por pouco dinheiro!


À meia-noite, rompeu o fogo-de-artifício para gáudio daquela imensidão de gente, que ali estava há horas, esperando aquele momento.
No dia seguinte, numa reportagem, na Televisão, perguntava o repórter a uma assumida portuense.
- Esteve na Ribeira, ontem?
- Então não habia de estar - respondeu ela com o seu típico sotaque.
- E gostou do fogo-de-artifício?
-Não, não gostei…, - disse ela com cara tristonha.
- Então, porquê? – insistiu ele.
- Olhe, foi muito pobrezinho, muito pobrezinho – fez uma pausa e, com ar desolado,
rematou – tinha muito vermelho e pouco azul…

Na 2ª feira, visitámos o Palácio da Bolsa, cuja sala árabe é de facto sumptuosa e, ali mesmo ao lado, a Igreja de São Francisco (que certamente o Gaspar não conhece senão ainda rapava todo aquele ouro) e como não íamos ter tempo de visitar umas caves, compensámos com uma descida às catacumbas da Igreja.

A fomita, entretanto, estava a apertar e, portanto, rapidamente, chegámos à Ribeira, e mais concretamente junto do recomendado Restaurante “A Filha da Mãe Preta”, não sem antes constatarmos que lá estão, ainda, o “Cubo da Ribeira” e o São João Baptista, no seu nicho.
Só que, provavelmente, digo eu, a filha tinha ido passar o dia com a mãe e, por essa razão, o dito estava fechado.
Mesmo ali ao lado, há o Restaurante “Mercearia” e foi aí que nos reabastecemos para o resto do dia.
Como Serralves estava fechada, apanhámos um táxi para os Jardins do Palácio de Cristal, onde, de acordo com o Programa das Festas de S. João, havia um concerto por uma Filarmónica.

Estava muito calor e a sinfónica deu-nos música tipo “dodecafónica”, com um coral de miúdos que cantavam cada um para seu lado, o que, digamos, não foi muito aliciante. Aliás, pelas minhas contas estavam lá cerca de 250 pessoas, (sem contar com os músicos que eram 40 e as criancinhas que eram outras tantas). Ora, se estes 80 “artistas” levaram, cada um, três familiares, então não familiares seriam cerca de dez pessoas, entra as quais, quatro eramos nós próprios.

Nessa noite, fomos até uma Marisqueira em ”Mátosinhos” onde as Sopas de Peixe, a Salada de Búzios e a Sapateira recheada justificaram, largamente, a “visita” àquele monumento gastronómico.
Após uma passagem por Vila Nova da Gaia, regressámos a penates e dormimos que nem uns justos.

Na manhã seguinte, não visitámos o Museu Soares dos Reis, porque à terça-feira só abre de tarde, pelo que rumámos direitos à Figueira da Foz, mais concretamente a Buarcos onde, no Restaurante Teimoso, com vista para o mar, fizemos uma refeição à base de peixe.
Muito bom!

Tranquilamente, regressámos à Capital, após este agradável passeio, onde o tempo, sempre bom, foi um factor importante.  


Data: 23 a 25JUN2013

segunda-feira, 17 de junho de 2013

COMBATENTES DAS GUERRAS DO ULTRAMAR

Mantendo a tradição anual, os ex-militares da Companhia de Caçadores 763, que em 1965/66, combateram por Portugal e pelos portugueses, na Guerra da Guiné, juntaram-se, mais uma vez, para, em fraterna confraternização, relembrarem os indiscritíveis momentos em que, com nobreza de alma e abnegação, correram o perigo da própria vida, sendo que, infelizmente, alguns a perderam mesmo ou ficaram estropiados para todo o resto da sua existência.
Foi interessante ver aquele grupo de septuagenários, a quem o país nunca reconheceu
o seu heroísmo em prole da pátria e a quem está, agora, a sacrificar roubando-lhes aquilo que é deles, por direito próprio, manterem-se de cabeça erguida, prontos para uma nova luta, se tal for necessário.
Foi neste contexto que o ex-Alferes Paulos, dirigiu, aos presentes, as seguintes palavras:

Caros Companheiros e Familiares

Nestes nossos encontros, gosto sempre de relembrar o que exactamente há 48 anos, nesta data, andávamos nós a fazer pela Guiné

Em 16 de Junho de 1965, segundo a História da Companhia, andávamos a fazer simples patrulhamentos junto às Tabancas de Cantone, Mato Farroba, Iusse e Impungueda.
Mas dois dias depois, em 18 de Junho de 1965, deslocámo-nos a Catió, para escoltarmos o pelotão de Artilharia que estava em Cufar e que se deslocou para a sede do Batalhão. No caminho foram detectadas, na estrada, duas minas A/C de madeira e duas minas A/P, que foram rebentadas no local. Acontece que uma das minas estava armadilhada e o Alferes miliciano Abrantes, comandante do Pelotão de Artilharia, que, entretanto, se deslocara para junto do local onde estavam as minas, pisou uma das A/P, ficando gravemente ferido com o pé direito totalmente desfacelado, fracturas expostas na perna e queimaduras na coxa direita.
Foi evacuado para Cufar e depois para o hospital de Bissau, mas acabou por ficar sem a perna.

Nesse mesmo mês, uns dias antes, mais precisamente, no dia 10, realizou-se a Operação Saturno na região de Cabolol.
Foi uma operação indiscritível!
Encontrámos um acampamento inimigo, em plena mata, eram 05.30h da manhã e perante uma enorme fogachada da parte deles, com armas ligeiras, metralhadoras pesadas e lança granadas foguete, conseguimos reagir e contra-atacar, assaltando o acampamento, conquistando-o e destruindo-o. Para mim, é talvez o momento em que mais senti a sensação do “ou matas ou morres”. A coragem que todos os que ali estavam demonstraram, correndo, aos gritos e aos tiros, de peito feito, na direcção do Acampamento deles, foi decisivo e é impossível de descrever.
Sofremos 4 feridos, um dos quais de forma grave, tendo sido, então, evacuado para Bissau.

A estes dois exemplos, em que um dos nossos ficou sem uma perna para sempre, poderíamos juntar outros da nossa Companhia, ou de outras unidades em que nossos camaradas de armas perderam mesmo a própria vida, para ilustrar bem, a injustiça que este país e quem o governa tem tido para com os seus combatentes, ao longo do tempo, não só não reconhecendo a dívida que tem para connosco, como, pelo contrário, roubando-nos agora parte das nossas reformas, dinheiro nosso, que eles tinham apenas à sua guarda. 

Essa gente que por aí anda trata os pais e avós como carneiros, achando que ainda lhes devemos agradecer por estarmos vivos.

Por isso, meus amigos, relembro, agora e aqui, o que foi escrito na primeira página da História da Companhia pelo inesquecível nosso Capitão Costa Campos.

Diz lá:

Entre o Passado onde repousam as nossas Lembranças
E o Futuro onde se dirigem as nossas Esperanças,
Está o Presente onde se levantam os nossos Deveres.

Por isso, meus amigos, é preciso, como o estamos a fazer aqui hoje, dar o testemunho de que ainda estamos vivos, e que o Dever que hoje se levanta para nós, é o de, à semelhança de Cabolol, antes que eles nos matem, temos de ser nós a correr com eles.

Não temos uma G3, mas temos a arma do voto.

Obrigado amigos pela vossa presença, que me revitaliza sempre a vontade de continuar a viver e a lutar.


Obrigado a todos.


domingo, 16 de junho de 2013

RATO ESCONDIDO…

É curioso verificar que muitos dos outdoors do PSD e CDS, relativos às Eleições Autárquicas, apresentam apenas pequeníssimos símbolos desses Partidos, quase escondidos a um cantinho, como que aparentando vergonha em se assumirem.

Em Cascais, por exemplo, o próprio Candidato Carreiras, que, como todos sabem, sempre foi um apoiante incondicional de Passos/Relvas e Gaspar, igualmente, nesses cartazes, mal se vê, procurando, por essa via, demarcar-se da ligação à política do actual Governo.

Esta tentativa de disfarce, não pega, e, o slogan “TODOS somos Cascais”, nem sequer esconde a discórdia que reina no seio da Coligação.

Os “Todos” são cada vez menos e começam a estar aflitos porque sentem, nitidamente, por cada dia que passa, que o terreno lhes foge mais debaixo dos pés.  

É demasiado “GATO ESCONDIDO COM RABO DE FORA”…


Ou, numa nova versão, mais a condizer: “RATO ESCONDIDO COM CARA DE FORA”.

sábado, 8 de junho de 2013

METEOROLOGIA



O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, justificou que “o investimento” previsto para o início deste ano foi “adversamente afectado pelas condições meteorológicas”.

O "gajo" passou-se de vez!

A seguir, deve vir dizer que não acerta uma única previsão porque o nevoeiro o impede de ver o que quer que seja que se situe a mais de três centímetros das suas olheiras.







Vitor Gaspar é uma fraude...

        

segunda-feira, 3 de junho de 2013

SABEDORIA


   

Citando, de memória, o que disse Adriano Moreira na SIC Notícias:

...Mais grave do que não se ver a luz ao fundo do túnel, é "eles" não saberem onde está o túnel...



Digo eu:
Penso mesmo que "eles" nem sequer sabem que existe um túnel.
 Passam a vida a correr para onde estão virados e a bater, constantemente, com a cabeça na parede.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

PALHAÇO


      

Miguel Sousa Tavares chamou PALHAÇO 
ao Presidente da República e este sentiu-se ofendido.

Percebo-o e dou-lhe razão.

Também eu me sentiria ofendido 
se alguém me chamasse CAVACO!

terça-feira, 28 de maio de 2013

MALTHUSIANISMO vs ULTRANEOLIBERALISMO

Thomas Malthus (1766-1834) defendia a teoria de que era indispensável estabelecer um limite à reprodução humana, tendo em atenção que o crescimento demográfico, segundo ele, ocasionaria o aparecimento, sucessivo, de zonas saturadas de população em busca de alimentos que se esgotariam, tendo, como consequência, a fome, a doença, o vício e a guerra.

Malthus preconizava, então, como solução, aquilo a que chamava “restrição moral” e que consistia em adiar a idade do casamento e a abstinência de relações sexuais antes do matrimónio.

Esta ideia obsoleta, que se contrapunha à liberdade individual da Revolução Francesa, parece, agora, estar a renascer com o aparecimento e florescimento dos ultraneoliberais, tanto pelo que dizem, como pela forma como agem, na medida em que, permanentemente, deixam transparecer que descobriram que, para eles, constitui uma ameaça para o futuro das próximas gerações, o facto de ter aumentado a esperança da vida da humanidade.

À semelhança de Malthus, é agora aos de mais idade (pensionistas e reformados) que é preciso fazer restrições, preconizando que não carecem de mais meios do que os mínimos indispensáveis para não morrerem à fome. Quanto à dignidade, a maioria deles, nem sequer sabe o que isso é.

O que sabem, é que se “essa gente” morrer mais cedo do que mais tarde, melhor, pois, dessa forma, diminuirá, também, a despesa do Estado, o que contribuirá, para a endeusada diminuição do deficit.


Afinal, trata-se apenas de concretizar, na prática, o tão apregoado “CUSTE O QUE CUSTAR”.









                                                         

sexta-feira, 24 de maio de 2013

ERRO DE CASTING

Notícia:

Antena1 e Lusa  24 Mai, 2013, 17:29 / atualizado em 24 Mai, 2013, 20:53

O Ministro-Adjunto e do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares Maduro, criticou hoje o Tribunal Constitucional (TC) por limitar "em excesso" a "liberdade de deliberação democrática" nalgumas matérias, defendendo, contudo, o respeito pelas suas decisões.

Depois de se ter referido à posição do CDS, relativamente à não aplicação da chamada TSU das pensões, com enorme altivez, dizendo que “não respondo a declarações de partidos da coligação”

depois de, com arrogância desmesurada, ter dito à Comunicação Social, no final da reunião com os Sindicatos, que “ os Sindicatos foram mal preparados para a reunião”

não satisfeito, o Ministro Maduro vem agora criticar o Tribunal Constitucional, dizendo mesmo que está à vontade para o fazer, porque, enquanto académico, já tivera ocasião de se referir de igual forma, relativamente ao Tribunal Constitucional alemão.

Será que Poiares Maduro consegue ver a diferença entre a opinião dada por um académico e dada por um ministro?

Será que Poiares Maduro não alcança que este acto público de confrontação, despropositada, com o Tribunal Constitucional não contribui em nada para serenar os ânimos, mas, pelo contrário, só gera mais polémica desnecessária?

Será que Poiares Maduro enxerga alguma coisa mais do que os conhecimentos teóricos que aprendeu enquanto foi estudando?

Será que este Ministro está convencido que nele reside o saber e que regressou a Portugal para dar lições a esta cambada de ignorantes?

Poiares Maduro, bem mais cedo do que seria de esperar, vem demonstrando ter sido um erro de casting, tal a crescente imaturidade que vem dando provas.


Poiares Maduro é um “pintas” e pouco mais…

                                                                                         

quarta-feira, 22 de maio de 2013

TEM CÁ UMA PINTA…


Poiares Maduro veio de Florença para ser Ministro-Adjunto do Primeiro-Ministro e do Desenvolvimento Regional e, assim, coordenar o Governo e gerir os fundos comunitários.
Trata-se de uma função muito relevante, para a qual se supõe dever ser chamado alguém que, pelo seu conhecimento aprofundado da realidade portuguesa e pelas provas dadas, rapidamente, demonstre como foi adequada a escolha.

Embora, ainda seja cedo para se tirar conclusões definitivas, convém observar certos detalhes que nos trazem alguma inquietação.

Primeiro exemplo:
Numa entrevista publicada neste fim-de-semana, pelo Expresso, quando posto perante a posição do CDS, relativamente à não aplicação da “TSU das pensões”, Maduro retorquiu: 
”Não respondo a declarações de Partidos da coligação”.

Comentário:
Isto é resposta que deva ser dada pelo Ministro “coordenador”?

mais à frente, o jornalista interroga-o sobre a comunicação entre o Governo e os Cidadãos, que não tem corrido bem. Responde o ministro:
“Vamos fazer um esforço enorme. Encomendei um estudo ao prof. Ricardo Reis, da Universidade da Columbia, sobre como desenvolver uma política de informação dos cidadãos em matérias tão complexas…”

Comentário:
Então Poiares Maduro vem de Florença para Ministro e não é suficientemente especialista na matéria, ao ponto de ter de encomendar um estudo, sobre comunicação, a um professor da Universidade da Columbia?
Ele não sabe, mas não há cá quem saiba?

Outro exemplo:
Ontem mesmo, o Ministro reuniu com os Sindicatos (onde não esteve o tempo todo, por razões da sua agenda), não se coibindo, todavia, de, no final, afirmar, publicamente, para a Comunicação Social, que:
“os Sindicatos foram mal preparados para a reunião”.

Comentário:
Uma afirmação destas não demonstra uma arrogância escusada?
 Quem responde assim, não há dúvida, que carece de um estudo ou, quiçá, de um curso, para aprender a lidar com os parceiros.


Perante tal início, ou me engano muito, ou, no curto prazo, iremos verificar que Poiares Maduro, ainda está muito “Verde”.
Tenho um amigo que, quando vê alguém com a postura assumida por Maduro, costuma dizer:
“Tem cá uma pinta…”

                                                                            

segunda-feira, 20 de maio de 2013

PENSANDO EM TI…



Gabriel Garcia Marques, escritor colombiano, nascido em 1928, Prémio Nobel da Literatura, sintetizou, assim, uma das razões da nossa longa vida em comum:


                        Amo-te não por quem és, 
                        mas por quem sou 
                        quando estou contigo.



                          
                                                                                                 "de Jean Beraud"

domingo, 19 de maio de 2013

DARTACÃO


Nuno Morais Sarmento, no comentário semanal que fez na RTP, passou todo o tempo a procurar branquear as medidas de Passos Coelho e Vitor Gaspar relativamente aos reformados e pensionistas, dirigindo as culpas da situação, que, entretanto, se criou, na direcção de Paulo Portas que, segundo ele, assumira um papel irredutível, no Domingo, quando já conhecia há muito todas aquelas medidas. Mas, acrescentou, ainda, ser uma injustiça atribuir estas “propostas” a Vitor Gaspar quando, quem as apresentou terá sido Carlos Moedas.
Ouve-se e não se acredita!
Como se Passos e Gaspar não fossem os responsáveis máximos do Governo…

Mas Sarmento, não se ficou por aqui e veio ainda dizer que é errado afirmar que, no caso previsto de reduzir as pensões dos Funcionários Públicos, se trata de rectroactividade “no sentido próprio”, pois o efeito é só para a frente e que, portanto, estamos, quando muito, perante um outro tipo de rectroactividade, blá, blá, blá…

Instado pelo entrevistador, não negou, todavia, que estas medidas podem vir a ser consideradas como o não cumprimento do contrato do Estado com os Cidadãos e, que tal pode ocasionar, que estes possam vir a considerar falta de legitimidade ao Governo por perda de confiança.

Enfim, de espada desembainhada, qual DARTACÃO na luta pela defesa do seu “Senhor”, Nuno Morais Sarmento, assumiu, sem qualquer êxito, o papel de defensor das causas perdidas do Governo.

Porque será que ele se dispõe a fazer tais fretes?

quarta-feira, 15 de maio de 2013

“É O QUE A MINHA MULHER ME DIZ…”


                                                            
Já não há pachorra!

O Presidente da República, perante as câmaras de televisão, relativamente ao apoio político do Eurogrupo à aprovação da 7ª avaliação da Troika, disse o seguinte:

“penso - o como inspiração (como a minha mulher muitas vezes me disse) de nossa Senhora de Fátima e do 13 de Maio (é o que a minha mulher me diz)…”

Foi preciso ouvir de novo para ter a certeza de que não era confusão minha.

Perante uma tal “bacorada”, surgem-me, entre outras, as seguintes questões:

  •       Será que o sr. Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, para além de pensar que se tratou de inspiração da Senhora de Fátima e do 13 de Maio, conseguirá pensar mais alguma coisa?


  •         Não quererá o sr. Presidente revelar algo mais do que a sua mulher lhe diz para que, assim, os portugueses possam perceber a originalidade das suas parcas e inovadoras ideias?


  •       Não seria útil, no início do próximo Conselho de Estado, o Sr. Presidente pôr todos os Conselheiros a rezar o terço?


Este episódio caricato, se não fosse dramático, porque nos revela, de novo, esta ilustre personalidade, até podia ser divertido.