quarta-feira, 29 de maio de 2013

PALHAÇO


      

Miguel Sousa Tavares chamou PALHAÇO 
ao Presidente da República e este sentiu-se ofendido.

Percebo-o e dou-lhe razão.

Também eu me sentiria ofendido 
se alguém me chamasse CAVACO!

terça-feira, 28 de maio de 2013

MALTHUSIANISMO vs ULTRANEOLIBERALISMO

Thomas Malthus (1766-1834) defendia a teoria de que era indispensável estabelecer um limite à reprodução humana, tendo em atenção que o crescimento demográfico, segundo ele, ocasionaria o aparecimento, sucessivo, de zonas saturadas de população em busca de alimentos que se esgotariam, tendo, como consequência, a fome, a doença, o vício e a guerra.

Malthus preconizava, então, como solução, aquilo a que chamava “restrição moral” e que consistia em adiar a idade do casamento e a abstinência de relações sexuais antes do matrimónio.

Esta ideia obsoleta, que se contrapunha à liberdade individual da Revolução Francesa, parece, agora, estar a renascer com o aparecimento e florescimento dos ultraneoliberais, tanto pelo que dizem, como pela forma como agem, na medida em que, permanentemente, deixam transparecer que descobriram que, para eles, constitui uma ameaça para o futuro das próximas gerações, o facto de ter aumentado a esperança da vida da humanidade.

À semelhança de Malthus, é agora aos de mais idade (pensionistas e reformados) que é preciso fazer restrições, preconizando que não carecem de mais meios do que os mínimos indispensáveis para não morrerem à fome. Quanto à dignidade, a maioria deles, nem sequer sabe o que isso é.

O que sabem, é que se “essa gente” morrer mais cedo do que mais tarde, melhor, pois, dessa forma, diminuirá, também, a despesa do Estado, o que contribuirá, para a endeusada diminuição do deficit.


Afinal, trata-se apenas de concretizar, na prática, o tão apregoado “CUSTE O QUE CUSTAR”.









                                                         

sexta-feira, 24 de maio de 2013

ERRO DE CASTING

Notícia:

Antena1 e Lusa  24 Mai, 2013, 17:29 / atualizado em 24 Mai, 2013, 20:53

O Ministro-Adjunto e do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares Maduro, criticou hoje o Tribunal Constitucional (TC) por limitar "em excesso" a "liberdade de deliberação democrática" nalgumas matérias, defendendo, contudo, o respeito pelas suas decisões.

Depois de se ter referido à posição do CDS, relativamente à não aplicação da chamada TSU das pensões, com enorme altivez, dizendo que “não respondo a declarações de partidos da coligação”

depois de, com arrogância desmesurada, ter dito à Comunicação Social, no final da reunião com os Sindicatos, que “ os Sindicatos foram mal preparados para a reunião”

não satisfeito, o Ministro Maduro vem agora criticar o Tribunal Constitucional, dizendo mesmo que está à vontade para o fazer, porque, enquanto académico, já tivera ocasião de se referir de igual forma, relativamente ao Tribunal Constitucional alemão.

Será que Poiares Maduro consegue ver a diferença entre a opinião dada por um académico e dada por um ministro?

Será que Poiares Maduro não alcança que este acto público de confrontação, despropositada, com o Tribunal Constitucional não contribui em nada para serenar os ânimos, mas, pelo contrário, só gera mais polémica desnecessária?

Será que Poiares Maduro enxerga alguma coisa mais do que os conhecimentos teóricos que aprendeu enquanto foi estudando?

Será que este Ministro está convencido que nele reside o saber e que regressou a Portugal para dar lições a esta cambada de ignorantes?

Poiares Maduro, bem mais cedo do que seria de esperar, vem demonstrando ter sido um erro de casting, tal a crescente imaturidade que vem dando provas.


Poiares Maduro é um “pintas” e pouco mais…

                                                                                         

quarta-feira, 22 de maio de 2013

TEM CÁ UMA PINTA…


Poiares Maduro veio de Florença para ser Ministro-Adjunto do Primeiro-Ministro e do Desenvolvimento Regional e, assim, coordenar o Governo e gerir os fundos comunitários.
Trata-se de uma função muito relevante, para a qual se supõe dever ser chamado alguém que, pelo seu conhecimento aprofundado da realidade portuguesa e pelas provas dadas, rapidamente, demonstre como foi adequada a escolha.

Embora, ainda seja cedo para se tirar conclusões definitivas, convém observar certos detalhes que nos trazem alguma inquietação.

Primeiro exemplo:
Numa entrevista publicada neste fim-de-semana, pelo Expresso, quando posto perante a posição do CDS, relativamente à não aplicação da “TSU das pensões”, Maduro retorquiu: 
”Não respondo a declarações de Partidos da coligação”.

Comentário:
Isto é resposta que deva ser dada pelo Ministro “coordenador”?

mais à frente, o jornalista interroga-o sobre a comunicação entre o Governo e os Cidadãos, que não tem corrido bem. Responde o ministro:
“Vamos fazer um esforço enorme. Encomendei um estudo ao prof. Ricardo Reis, da Universidade da Columbia, sobre como desenvolver uma política de informação dos cidadãos em matérias tão complexas…”

Comentário:
Então Poiares Maduro vem de Florença para Ministro e não é suficientemente especialista na matéria, ao ponto de ter de encomendar um estudo, sobre comunicação, a um professor da Universidade da Columbia?
Ele não sabe, mas não há cá quem saiba?

Outro exemplo:
Ontem mesmo, o Ministro reuniu com os Sindicatos (onde não esteve o tempo todo, por razões da sua agenda), não se coibindo, todavia, de, no final, afirmar, publicamente, para a Comunicação Social, que:
“os Sindicatos foram mal preparados para a reunião”.

Comentário:
Uma afirmação destas não demonstra uma arrogância escusada?
 Quem responde assim, não há dúvida, que carece de um estudo ou, quiçá, de um curso, para aprender a lidar com os parceiros.


Perante tal início, ou me engano muito, ou, no curto prazo, iremos verificar que Poiares Maduro, ainda está muito “Verde”.
Tenho um amigo que, quando vê alguém com a postura assumida por Maduro, costuma dizer:
“Tem cá uma pinta…”

                                                                            

segunda-feira, 20 de maio de 2013

PENSANDO EM TI…



Gabriel Garcia Marques, escritor colombiano, nascido em 1928, Prémio Nobel da Literatura, sintetizou, assim, uma das razões da nossa longa vida em comum:


                        Amo-te não por quem és, 
                        mas por quem sou 
                        quando estou contigo.



                          
                                                                                                 "de Jean Beraud"

domingo, 19 de maio de 2013

DARTACÃO


Nuno Morais Sarmento, no comentário semanal que fez na RTP, passou todo o tempo a procurar branquear as medidas de Passos Coelho e Vitor Gaspar relativamente aos reformados e pensionistas, dirigindo as culpas da situação, que, entretanto, se criou, na direcção de Paulo Portas que, segundo ele, assumira um papel irredutível, no Domingo, quando já conhecia há muito todas aquelas medidas. Mas, acrescentou, ainda, ser uma injustiça atribuir estas “propostas” a Vitor Gaspar quando, quem as apresentou terá sido Carlos Moedas.
Ouve-se e não se acredita!
Como se Passos e Gaspar não fossem os responsáveis máximos do Governo…

Mas Sarmento, não se ficou por aqui e veio ainda dizer que é errado afirmar que, no caso previsto de reduzir as pensões dos Funcionários Públicos, se trata de rectroactividade “no sentido próprio”, pois o efeito é só para a frente e que, portanto, estamos, quando muito, perante um outro tipo de rectroactividade, blá, blá, blá…

Instado pelo entrevistador, não negou, todavia, que estas medidas podem vir a ser consideradas como o não cumprimento do contrato do Estado com os Cidadãos e, que tal pode ocasionar, que estes possam vir a considerar falta de legitimidade ao Governo por perda de confiança.

Enfim, de espada desembainhada, qual DARTACÃO na luta pela defesa do seu “Senhor”, Nuno Morais Sarmento, assumiu, sem qualquer êxito, o papel de defensor das causas perdidas do Governo.

Porque será que ele se dispõe a fazer tais fretes?

quarta-feira, 15 de maio de 2013

“É O QUE A MINHA MULHER ME DIZ…”


                                                            
Já não há pachorra!

O Presidente da República, perante as câmaras de televisão, relativamente ao apoio político do Eurogrupo à aprovação da 7ª avaliação da Troika, disse o seguinte:

“penso - o como inspiração (como a minha mulher muitas vezes me disse) de nossa Senhora de Fátima e do 13 de Maio (é o que a minha mulher me diz)…”

Foi preciso ouvir de novo para ter a certeza de que não era confusão minha.

Perante uma tal “bacorada”, surgem-me, entre outras, as seguintes questões:

  •       Será que o sr. Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, para além de pensar que se tratou de inspiração da Senhora de Fátima e do 13 de Maio, conseguirá pensar mais alguma coisa?


  •         Não quererá o sr. Presidente revelar algo mais do que a sua mulher lhe diz para que, assim, os portugueses possam perceber a originalidade das suas parcas e inovadoras ideias?


  •       Não seria útil, no início do próximo Conselho de Estado, o Sr. Presidente pôr todos os Conselheiros a rezar o terço?


Este episódio caricato, se não fosse dramático, porque nos revela, de novo, esta ilustre personalidade, até podia ser divertido.


segunda-feira, 13 de maio de 2013

ADIVINHA



Se encontrasse um grupo de idosos a chamar a um político:


  • Oportunista
  • Bandido
  • Sem palavra
  • Desonesto
  • Matreiro
  • Chico esperto
  • Maricon
  • Cobarde 
  • Traidor
de quem estão eles a falar?

PS - Acrescentava alguma outra designação?

sexta-feira, 10 de maio de 2013

EXTERMÍNIO GRISALHO


“Holocausto” é o termo utilizado para especificar o extermínio de milhões de pessoas, politicamente indesejados pelo regime nazi, criado por Adolfo Hitler.
Este genocídio foi, metodicamente, organizado e, os prisioneiros, quando entravam nos campos de concentração, eram espoliados de todos os seus bens, que revertiam para os Nazis, tendo os judeus e outras vítimas sido perseguidos e assassinados através de meios cada vez mais eficientes.
“…em Dezembro de 1941, Hitler tinha, finalmente, decidido exterminar os judeus da Europa.”
……………………………………..
Mein Kampf é o livro (em 2 volumes) escrito por Adolfo Hitler, onde são expressas as suas ideias antissemitas, racistas e nacional-socialista e que se transforma no guia ideológico da Alemanha nazi.
……………………………………..

A Austeridade, como forma de resolver os problemas da Europa e, em especial, dos países com economias em maior dificuldade, tem como suporte um modelo teórico que, ao ser passado para a prática se mostrou irrealista e onde já foram detectados erros crassos, resultando da sua aplicação, não a melhoria das condições de vida das populações, mas sim a sua degradação com um aumento do desemprego e o aparecimento de uma pobreza crescente impensável há meia dúzia de anos.

Apesar destas evidências, a Alemanha e uns quantos seus reverentes seguidores fazem da Teoria da Austeridade o seu guia ideológico, ignorando a realidade e, utilizando o seu poderio financeiro, impõem à restante Europa medidas cada vez mais drásticas, destruindo famílias, criando miséria e fome, num ambiente de crescente ansiedade e desespero.

Em Portugal é cada vez mais acentuada a perseguição aos Funcionários Públicos e aos Reformados, como se estes grupos fossem a causa de todos os males.
Nos últimos dias, de novo, os alvos foram aqueles que são os mais idosos da nossa sociedade.
O Governo no poder apresentou medidas ainda mais redutoras do seu poder de sobrevivência, sendo assustadora a forma insensível e sobranceira como o Primeiro-ministro e outros membros do Governo anunciaram novos cortes nos rendimentos já diminutos deste grupo de “grisalhos”, com uma enorme falta de respeito, procurando criar um clima de medo, assustando-os e, consequentemente, manietando-os e, deixando transparecer um desprezo semelhante aos assaltantes encapuçados, que não só roubam as vítimas como lhes dão um tiro na cabeça com superior indiferença…

Passos Coelho e Vitor Gaspar, representantes evidentes desta linha de actuação, por enquanto ainda não o dizem, mas lá no íntimo o que desejariam era a eliminação dos Reformados, visto que, à semelhança dos nazis, os meios que vêm utilizando para nos levar ao abismo, são cada vez mais eficientes.

“…em Dezembro de 1941, Hitler tinha, finalmente, decidido exterminar os judeus da Europa.”

PARA QUANDO O EXTERMÍNIO GRISALHO, EM PORTUGAL?

                        

terça-feira, 7 de maio de 2013

"IDA DE PORTUGAL AOS MERCADOS"

A alegria esfuziante com que o Ministro Vitor Gaspar anunciou o êxito da "ida de Portugal aos mercados", faz-me pensar num funeral em que se repara, com admiração, na beleza do caixão e nada se liga ao morto. 
          

segunda-feira, 6 de maio de 2013

A MONTANHA PARIU UM RATO…



  • ·         Paulo Portas é o leader de um dos partidos da coligação no governo;
  • ·         Paulo Portas é o Presidente do CDS/PP;
  • ·         Paulo Portas é Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros.


  • Paulo Portas não é, portanto, um “qualquer”…


O Primeiro-ministro, na sexta-feira, veio anunciar, ao país, mais umas quantas medidas de austeridade, que irão afectar ainda mais a situação degradada dos portugueses.

Tais medidas foram aprovadas pelo Conselho de Ministros e, portanto, por Paulo Portas.
Mas, Paulo Portas mandou anunciar que, Domingo, à tarde, iria falar ao país.
Paulo Portas criou, assim, uma grande expectativa e forte “suspense”.

Com pompa e circunstância e com toda a Comunicação Social presente, falou, falou e nada disse de novo, mostrando somente o desacordo relativamente a apenas uma das medidas previstas e nada mais.

A Montanha pariu um rato!

Será possível que Paulo Portas, sendo quem é, se tenha dirigido aos portugueses, com tamanho aparato, para, praticamente, nada dizer?

Não creio!

Este foi apenas o primeiro capítulo de uma nova fase desta telenovela, que, à semelhança de outras em que Paulo Portas foi igualmente protagonista, vai terminar com uma faca nas costas de alguém…

Passos Coelho que se cuide, porque a situação está a ficar tão torta, que, certamente, está para breve o momento dos cães lhe começarem a mijar em cima…
                                                                           

sexta-feira, 3 de maio de 2013

A CARROÇA À FRENTE DOS BOIS


Ao manter inalteráveis as metas (valores) e os prazos, relativamente ao deficit e à dívida, na elaboração do DEO – Documento de Estratégia Orçamental, o ministro das Finanças, com o “ámen” do Primeiro-- Ministro, pariu algo que, não tendo qualquer adesão à realidade, é, obviamente, irrealizável.

A partir desta constatação, quaisquer que sejam as medidas que venham a ser tomadas a partir daquele pressuposto, estão a ser construídas não para melhorar a vida do país e dos portugueses, mas apenas para satisfazer os objectivos da Troika, que pretende, tão só, transformar-nos num povo de pedintes, sem capacidade de produção, na dependência total dos países “ricos” do Norte, de que Alemanha é o centro nevrálgico, cuja industrialização vai sendo, naturalmente, crescente.

Todos os quadrantes da sociedade portuguesa se vêm pronunciando, sistematicamente, contra esta miserável política de “pôr a carroça à frente dos bois”, mas Vitor Gaspar persiste, transmitindo, mesmo perante os seus pares, a ideia de que“ o que for escrito só está bem, se tiver sido escrito por ele”.

Vitor Gaspar é um vendido!

Vitor Gaspar é o Director Geral da Troika em Portugal!

Vitor Gaspar é o Miguel de Vasconcelos da actualidade e, ou a História se repete e o atiramos pela janela, ou ele não parará até nos destruir irremediavelmente.  

segunda-feira, 29 de abril de 2013

REFLEXÕES de MILLOR FERNANDES


  • "Esta é a verdade:   A vida começa quando a gente sabe que ela não dura muito."

  • "Não devemos resistir às tentações. Elas podem não voltar."

  • "De todas as tara sexuais, não existe nenhuma mais estranha  do que a abstinência."

sexta-feira, 26 de abril de 2013

UM NOVO CONSENSO

O Presidente da República, Cavaco Silva, numa jogada de puro cinismo, teve o descaramento de, em plena Assembleia da Republica, no dia 25 de Abril, apelar ao consenso e, simultaneamente, fazer um discurso claramente partidário, onde apoiou a continuação da política de severa austeridade que vem sendo seguida pelo actual Governo e que levará, inexoravelmente, a um atraso civilizacional de várias dezenas de anos, exactamente  o contrário dos grandes objectivos de Abril.

Cavaco é um falso. Com o seu arzinho de pessoa simples vai exercendo o seu mandato de forma a defender o seu cargo e os seus interesses pessoais.

Cavaco Silva estabeleceu um novo consenso entre o Presidente da República, o Governo e a Troika.
Não se compreende que, quem apregoa que a estabilidade política é essencial, tenha feito um discurso incendiário.

Aníbal Cavaco Silva já não engana ninguém.
É um cínico que deixou cair a máscara.
Cavaco é, cada vez mais, o Presidente de uma escassa minoria de portugueses!








terça-feira, 23 de abril de 2013

CAVACO SILVA vs SARAMAGO


O Presidente da República, Cavaco Silva, tem vindo a ser muito criticado por não se ter referido a José Saramago, Nobel português da Literatura, exactamente, na inauguração da Feira do Livro, em Bagotá, Colômbia, onde Portugal era convidado de honra.

Tal atitude mesquinha mostra bem que, de facto, “não é o lugar que faz a pessoa”.

Cavaco é aquele ser que fala com a boca cheia de bolo-rei, a quem a mulher ajeita o colarinho, que faz declarações políticas à saída de uma fábrica de cogumelos ou de enchidos e faz avisos muitos avisos, mas é inconsequente.

Não sei definir um alarve, mas é fácil dar um exemplo…

Cá por mim até me parece que foi bom que nada dissesse porque, provavelmente, nada sabia para dizer.

Citando Saramago:

"Seria incoerente que me opusesse a que um escritor coma do que escreve, o que me parece, isso sim, condenável, é que escreva quando não tem nada para dizer."

                                                                                             

sábado, 20 de abril de 2013

O CONSENSO*…


De repente, deu uma “tremedeira” ao Governo e descobriu a necessidade do CONSENSO.

Mas, Consenso acerca de quê?

É que Consensos já há, pelo menos dois e ambos criados pelo Governo.

De facto, ao adoptar as políticas ditadas pelos credores como suas, o Governo conseguiu o Consenso com a Troika, com o Durão Barroso, com a Merkel e com a elite neoliberal da Europa, que continua a apostar “no quanto pior melhor”, ou seja, em mais Austeridade e mais Pobreza, procurando, por essa via, que os países mais debilitados se transformem em zonas de baixos salários, onde as grandes potências poderiam vir a produzir a baixos custos.
Mas, a realidade provou que as experiências na América do Sul não resultaram e, na Europa, os resultados estão bem à vista, demonstrando que essas Políticas são um falhanço total, que só trazem Desemprego e Fome, destroem as Famílias, levando-as à humilhação e ao desespero.

O outro Consenso está, igualmente, bem à vista.
Basta ouvir as Oposições em geral, e o PS em particular, mas também uma grande parte da elite do outro PSD (tendência social democrata) e, mesmo dirigentes do CDS ou, ainda, os Parceiros Sociais (Sindicatos e Patronatos), para além da maioria da população (empregados, desempregados, reformados), para se perceber que há um largo Consenso na Sociedade Portuguesa acerca da rejeição das políticas seguidas pelo Governo e da necessidade urgente de o fazer parar ou, mesmo, de o substituir.

No meio de toda esta situação dramática, o Aníbal faz que anda mas não anda, como dizia o Jô Soares “não me comprometam”, está na Colômbia, de mão dada com a sua “desempoeirada” esposa, congratulando-se porque o Passos e o Seguro se juntaram e, portanto, está tudo bem, obrigado.
Belém faz lembrar uma “Aldeia da roupa branca”.

O Governo está em desespero e procura, agora, uma muleta que lhe permita chegar ao fim da legislatura. O novo ministro, Poiares Maduro, na conferência de Imprensa, referiu-se ao Consenso doze vezes.

Mas Consenso acerca de quê, se não se vê da parte de Passos Coelho um único acto que demonstre a vontade de mudar de política?

Já não parece haver CONSENSO que lhes valha!


* Consenso - "O consenso leva em conta preocupações de todos e visa resolvê-las/aclará-las antes que a decisão seja tomada. O mais importante, neste processo é incentivar um ambiente em que todos são respeitados e todas as contribuições são avaliadas. O consenso formal é um processo de decisão mais democrático”.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

INVEJA … AO ENTARDECER


Da imprensa:

O Ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schauble, acusa os países europeus de terem inveja da Alemanha.

Praça do Comércio, Abril de 2013, fim de tarde de um dia primaveril!

A Ribeira das Naus, que vai do Cais do Sodré ao Cais das Colunas, foi alindada e permite, agora, a todos os que por ali passam, uma lindíssima vista sobre o estuário do Tejo, que é cruzado em todas as direcções, ora pelos novos Cacilheiros, ora por enormes Porta-contentores ou, também, por um Paquete repleto de passageiros que, da amurada do navio, contemplam a cidade das sete colinas. Mais ao fundo, uma fragata e dois pequenos veleiros deslizam suavemente nas calmas águas do rio.
Se juntarmos a tudo isto o esvoaçar elegante das sempre presentes gaivotas e as pequenas ondas que se desfazem em espuma no seu vai e vem constante, teremos um quadro digno de poder ter sido pintado por qualquer dos mais famosos impressionistas que conhecemos.

Lisboa, com a sua luz própria, é uma capital como não há outra.
A Praça do Comércio ou Terreiro do Paço, como era anteriormente designada, está animadíssima, com as novas esplanadas repletas de turistas.
À direita de quem está virado para o Arco da Rua Augusta, foi, não há muito tempo, inaugurado um “Lisboa Story Centre - Memórias da Cidade”.
Trata-se de um interessante local, cuja visita se aconselha, vivamente, onde, de uma forma original e pedagógica, nos é apresentada a História de Lisboa, desde as suas origens até à actualidade.

Qualquer Alfacinha que se preze, como é o meu caso, tem ocasião de alimentar o seu ego e rever a capacidade que os Portugueses (de que os Lisboetas são parte) sempre tiveram para ultrapassar adversidades, por mais difíceis e inesperadas que elas tenham sido, com solidariedade e alegria.

A nossa Histórica é única.
Demos mundos ao mundo e, a nossa presença nos mais diversos continentes, acabou sempre por gerar um sentimento de irmandade de que a “lusofonia” é um exemplo indiscutível, fruto do humanismo que sempre caracterizou o povo português.

Não pretendemos dar lições de História a ninguém, mas também não carecemos de as receber!

Somos um povo com pergaminhos formado por Famílias normalmente alegres e trabalhadoras, pacíficas por natureza, que querem, somente, viver a vida com prazer, mas que não abdicaram de lutar pela sua dignidade, sempre que tal foi necessário.
E assim será, certamente, no futuro!

Lisboa está linda!
Na zona ribeirinha passeia, agora, ainda mais gente de todas as idades e das mais diversas proveniências, que não precisam de invejar este entardecer em beleza, porque os portugueses, fraternalmente, consideram-no um bem da humanidade e têm, por isso mesmo,  um enorme prazer em o partilhar.

INVEJA?
Mas que têm eles, realmente, que possamos invejar?
O que nos vem à mente, quando ouvimos o tom superior deste Ministro das Finanças alemão, são apenas más lembranças! 
                                                                                   

quinta-feira, 11 de abril de 2013

JOSÉ LUIS ARNAUT


José Luis Arnaut, no programa da SIC, “frente a frente”, teve o descaramento, o desplante e a insensatez de referir que os Juízes do Tribunal Constitucional julgaram em causa própria, visto que também eles seriam atingidos pelo corte do subsídio de férias.

Luis Arnaut, que se vem evidenciando por tenter defender causas perdidas do actual Governo, de quem, aliás, mais parece um porta-voz, deveria, enquanto jurista e não só, respeitar as decisões dos Juízes mas, sobretudo, não pôr em causa a sua honra como resulta daquilo que disse.

Luís Arnaut é sócio de um Gabinete de Advogados a quem o Governo encomenda estudos, pareceres, etc. pagos a peso de ouro, pelo que, provavelmente, lhe convém que esta situação se mantenha.

É bom lembrarmo-nos que Luis Arnaut, com aquele ar de “VALETE de COPAS”, foi, recentemente, nomeado Administrador não executivo da REN e que fez parte do “Trio”, conjuntamente com Dias Loureiro e Miguel Relvas, que passou férias de luxo num sumptuoso Hotel no Rio de Janeiro, apesar da penúria que ele e o Governo advogam para os portugueses.

Haja Deus!!!

                                                                                                 
                     

O DESPACHO


O Ministro das Finanças, em consequência, como ele refere, do Acordo do Tribunal Constitucional, resolveu emitir um DESPACHO que faz depender da sua autorização todas as despesas que os diversos serviços dos vários ministérios tenham de contrair.
Para além de ser ridícula, visto que nem sequer estabelece um plafond mínimo, tal medida é inexequível, visto que, na prática, paralisaria o país.

Trata-se, de facto, de uma atitude birrenta, de menino leitinho, porque o estão a contrariar, uma medida sem nexo, tanto mais que tal demonstra uma falta de confiança nos restantes colegas ministros.

A justificação, de que tal atitude resulta do desequilíbrio do Orçamento provocado pela consideração das inconstitucionalidades, não colhe.
Então, quando durante o ano de 2012 se constatou, em Setembro, a derrapagem na execução orçamental, o Ministro deveria ter agido de igual forma, mas não o fez. E, atenção, o “buraco” então resultante foi mais do que o dobro do que o valor que resulta destas novas e repetidas inconstitucionalidades.
E mais! Quando o Governo já veio admitir que afinal a recessão, em 2013, não vai ser o previsto no Orçamento, mas sim o dobro, obviamente que é preciso refazê-lo e, na altura, o Ministro não avançou com nenhum Despacho.

Vitor Gaspar quer fazer-nos de parvos.
Vitor Gaspar, depois de ir a Belém, quis mostrar que quem mandava era ele.
Vitor Gaspar é o “dono da bola”. Ou o jogo é com as regras que ele dita, ou leva a bola e ninguém mais joga.
Vitor Gaspar, pouco a pouco, vai deixando transparecer o que de facto é.
         “Queres conhecer o carrasco, põe-lhe o chicote na mão”

Vitor Gaspar é um obcecado perigoso.

Vitor Gaspar é que precisa de ser DESPACHADO e em GRADE VELOCIDADE !!!

                                                                                     

terça-feira, 9 de abril de 2013

CARLOS CARREIRAS E A QUINTA DOS INGLESES


Tanto quanto reza a história, a Quinta dos Ingleses, cuja origem remonta a meados do séc. XVIII e que situa frente à Praia de Carcavelos, foi, em tempos, denominada Quinta Nova de Santo António, em consequência da existência de uma capela dedicada aquele Santo e que se integrava num notável solar cercado por um belo jardim, decorado com estátuas e lagos, bem como de um pomar e vinhas e rodeado de um vasto arvoredo de que hoje ainda existe o pinhal.

Mais tarde, foi vendido a uma empresa inglesa de comunicações por cabo submarino que, nos princípios do séc. XX, ali construiu variadíssimas estruturas desportivas para possibilitar actividades de lazer aos seus funcionários.

Entretanto, em 1932, forma-se o St. Julian’s School, que acaba por ficar com as instalações da empresa, enquanto todos os restantes terrenos circundantes são vendidos à Sociedade Imobiliária Savelos, sendo hoje propriedade da Alves Ribeiro/Savelos.

Esta zona privilegiada tem sido alvo da apresentação de vários projectos de urbanização que, sistematicamente, têm vindo a ser “chumbados”, ou por não se enquadrarem no PDM, ou por não garantirem a preservação do meio ambiente e terem, sobretudo, como objectivo principal a maximização dos proveitos imobiliários para ali propostos.

Nos últimos anos, o próprio António Capucho, enquanto Presidente da Câmara de Cascais, nunca deu seguimento às várias hipóteses apresentadas porque, presume-se, não concordaria com elas.

Pois bem, subitamente, Carlos Carreiras, actual Presidente/substituto, a menos de 6 meses das eleições autárquicas, tem um “ataque” de zelo e faz aprovar um projecto (com os votos contra do PS e a abstenção da CDU) em que se prevê a construção de edifícios de sete andares na frente ribeirinha, o que constitui não só um atentado urbanístico e paisagístico, mas também, face à área de construção prevista, um ataque ao meio ambiente daquela nobre e exclusiva zona da faixa marítima.

De repente, sem mais nem menos (ou talvez não), Carlos Carreiras, qual Miguel Relvas de Cascais, avança sem que ninguém o possa travar, procurando, antes das autárquicas, fazer andar o projecto, “não vá o diabo tecê-las” e ele perder as eleições (como, aliás, irá acontecer), não podendo, então, concretizar esta sua intenção.

Observe-se a diferença da publicidade que é feita das deslocações do Presidente/substituto quando vai inaugurar o que quer que seja, e a informação que foi dada sobre esta tão importante questão!
Quantas pessoas do Concelho de Cascais, ou a ele ligadas, tiveram conhecimento prévio desta resolução?

Temos de estar atentos, porque o Relvas desapareceu mas o Carreiras é da mesma escola!

segunda-feira, 8 de abril de 2013

LIÇÕES DA HISTÓRIA V (textos/pesquisa)


 
7 – AS INVASÕES FRANCESAS

A partir da ascensão de Napoleão Bonaparte ao poder (1799), a Espanha alia-se à França para, por meio da invasão e da divisão de Portugal entre ambos, atingirem, indirectamente, os interesses comerciais do Reino Unido, nosso aliado.

Por três vezes o exército francês, com todo o seu poderio, invadiu o território nacional, mas em todas elas, com a ajuda dos britânicos, foram rechaçados e vencidos.

As lutas e escaramuças ocorreram em todo o território, contando-se variadas vitórias sobre os franceses que, ao chegarem às Linhas de Torres foram enfrentados pelas tropas luso-britânicas que os derrotaram, obrigando-os à retirada.

Ao longo da História, tem-se provado,
que, nem sempre os aparentemente mais poderosos, o são de facto.


8 – A DITADURA E O 25 DE ABRIL

O Estado Novo (Ditadura Salazarista) foi um regime político autoritário, em que o poder legislativo, executivo e judicial estavam concentrados no chefe do Governo.
Este regime durou 41 anos (1933 / 1974).

 Para garantir o regime, existia a PIDE, polícia política, que tinha como função a repressão, impedindo qualquer forma de oposição ao Estado.
Outro pilar de apoio à “situação” era a Legião Portuguesa, organização paramilitar, conhecida como os “camisas castanhas”.
Seguindo os exemplos dos fascistas, foi fundada a Mocidade Portuguesa que pretendia preparar a juventude para o “engrandecimento da nação”.
Por sua vez, a Censura encarregava-se de, previamente, censurar publicações, emissões de rádio e de televisão, protegendo a doutrina e a ideologia do Estado e defendendo a moral e os bons costumes.

Os ideais políticos baseavam-se no Proteccionismo, no Corporativismo e no Colonialismo.

A polícia política que agia como meio de “prevenção/dissuasão” e de “punição/repressão” caracterizou-se pelo uso permanente de meios violentos e por uma continuada e permanente violação da legalidade.
O recurso à tortura e ao assassinato assumiram carácter sistemático, de que se salienta os casos emblemáticos de Dias Coelho e Humberto Delgado.
 
Apesar do medo (terror) em que se vivia e da proliferação de “bufos” a soldo da PIDE, que nos coarctavam totalmente a liberdade, a 25 de Abril de 1974, a Ditadura foi derrubada e o povo desceu à rua apoiando e tornando possível a instauração da Democracia em Portugal.



Ao longo da História, tem-se provado,
que, nem sempre os aparentemente mais poderosos, o são de facto.

LIÇÕES DA HISTÓRIA IV (textos/pesquisa)


 
6 – A RESTAURAÇÃO

O desaparecimento de D. Sebastião na batalha de Alcácer Quibir ocasionou uma crise dinástica em Portugal, tendo o trono sido ocupado, primeiro pelo Cardeal-Rei D. Henrique e, depois,  por Filipe II de Espanha, que era neto de D. Manuel I.
Durante 60 anos, Portugal esteve sob o “domínio filipino” (1581/1640), sendo, na prática, como que uma província espanhola.

Ao longo desse período, os Burgueses portugueses foram empobrecendo e os Nobres, não só iam ficando mais pobres, como viam os seus cargos ocupados pelos espanhóis. Para além disso, os Impostos pagos pelos portugueses estavam a ser utilizados para custear as despesas do Império espanhol.

Perante esta situação, começa a ser cada vez mais poderosa a ideia da recuperação da independência, a que aderem todos os grupos sociais.

Inicia-se, então, uma conspiração organizada por um grupo de nobres – cerca de 40 conjurados – que, no dia 1 de Dezembro de 1640, invadem, de surpresa, o Palácio Real e matam Miguel de Vasconcelos*.
A revolta toma, imediatamente, corpo, em todo o país, com o povo em geral (urbano e rural), dando o poder reinante a D. João IV, então Duque de Bragança.

Durante 28 anos os portugueses sustiveram as sucessivas tentativas de invasão pelos exércitos de Filipe IV e vencendo-os nas mais importantes batalhas em todas as frentes, tendo culminado com o Tratado de Lisboa (1668), em que foi estabelecida a paz definitiva entre as partes, reconhecendo a Espanha a Restauração da Independência de Portugal.

Ao longo da História, tem-se provado,
que, nem sempre os aparentemente mais poderosos, o são de facto.


*Miguel de Vasconcelos era um político português que, durante o domínio filipino, desempenhou o cargo de “Escrivão da Fazenda e de Secretário de Estado” em nome do rei Filipe IV de Espanha     (Filipe III de Portugal), tendo plenos poderes para aplicar pesados Impostos em Portugal.
Era, obviamente, odiado pelo povo porque, sendo português, colaborava com os representantes da dominação filipina.
Foi a primeira vítima do golpe do 1º de Dezembro, pois, os Conspiradores, ao invadirem o palácio e, ao encontrarem-no escondido num armário, mataram-no e, de seguida, atiraram-no pela janela fora.

                                                   

LIÇÕES DA HISTÓRIA III (textos/pesquisa)


 
4 – OS DESCOBRIMENTOS

A população portuguesa, no início do séc. XVI, não passaria de cerca de um milhão de pessoas.
Apesar desse escasso número de habitantes, Portugal foi o primeiro “Império global” da História, espalhado ao longo de um vasto número de territórios.

Se o expansionismo inicial pode ter tido motivos militares e evangelizadores, o interesse pelo lucrativo comércio das especiarias teve, naturalmente, enorme relevância.
Aliás, as enormes dificuldades que o país então atravessava:

- falta de cereais e ouro;
- necessidade de alargar a área de pesca;
- desejo da Nobreza de realizar feitos guerreiros;
- desejo da Burguesia de expandir o comércio:
- desejo do Clero espalhar a fé…

são razões fortemente motivadoras para, através da expansão, suprir tais necessidades.

O que importa salientar é que os portugueses, povo de um dos mais pequenos países da Europa, avançaram e conseguiram o enorme feito de descobrir novas terras e influenciar toda a cultura europeia do séc. XVI, tanto no campo das Artes, como no das Ciências, revelando novos mundos ao mundo.


Ao longo da História, tem-se provado,
que, nem sempre os aparentemente mais poderosos, o são de facto.

5 – AFONSO DE ALBUQUERQUE

Afonso de Albuquerque é reconhecido como um génio militar, cujas acções foram essenciais para o estabelecimento do Império português no Oceano Índico.
Governador da Índia portuguesa, com uma força nunca superior a quatro mil homens, estabeleceu a capital do Estado português em Goa, conquistou Malaca, chegou às Ilhas Molucas e dominou Ormuz (entrada do Golfo Pérsico), etc.

Em 1507, após a tomada de posse da Ilha de Ormuz, surgiu um enviado da Pérsia, exigindo o pagamento do tributo ao Xá Ismail.
Afonso de Albuquerque enviou, de volta, o emissário, com a resposta que o tributo seria apenas de balas de canhão e outras armas se por acaso lá voltasse.

As relações com o Xá da Pérsia começaram desta forma…


Ao longo da História, tem-se provado,
que, nem sempre os aparentemente mais poderosos, o são de facto.

LIÇÕES DA HISTÓRIA II (textos/pesquisa)


3 – O CABO BOJADOR

O Cabo Bojador era conhecido pelo Cabo do Medo.
As embarcações, que tentavam dobrá-lo, desapareciam, o que fez surgir o mito da existência de monstros marinhos e, portanto, a crença da sua intransponibilidade.

Numa prova de audaz persistência, em 1434, Gil Eanes, com apenas 15 homens, numa barca com um só mastro e uma única vela redonda, manobrando para oeste, longe da costa, logrou passar o Cabo, destruindo, dessa forma, os infundados receios.

Abriam-se, assim, os caminhos para os grandes Descobrimentos, que os navegadores portugueses vieram a concretizar.

MAR PORTUGUÊS

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!

Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.

Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.





Ao longo da História, tem-se provado,
que, nem sempre os aparentemente mais poderosos, o são de facto.

LIÇÕES DA HISTÓRIA I (textos/pesquisa)



1 - A FUNDAÇÃO DO REINO

Por morte do Conde D. Henrique, sua mulher, Dona Teresa, que exerceu a regência durante a menoridade do filho, teve de negociar um Tratado, em que o Condado Portucalense se manteve como vassalo do rei de Leão.

Mais tarde, D. Afonso Henriques ao opor-se a uma união galego-portuguesa, entra em conflito com a mãe, vindo a vencê-la na Batalha de S. Mamede, em 1128.

Apesar da dimensão e do poderio do reino de Leão e Castela, D. Afonso Henriques continua a lutar contra seu primo Afonso VII, autoproclama-se rei de Portugal, acabando por conseguir o reconhecimento, por parte daquele soberano, da independência de Portugal, pelo Tratado de Zamora, em 1143.


Ao longo da História, tem-se provado
que nem sempre os aparentemente mais poderosos o são de facto.

2 - A INDEPENDÊNCIA DE PORTUGAL

Após a morte do rei D. Fernando, Portugal correu o risco de perder a independência.
O trono era, então, reivindicado por Castela, que pretendia que a sucessão recaísse sobre Dona Beatriz, filha única de D. Fernando e Dona Leonor Teles, princesa essa que tinha casado com o rei D. João I de Castela, quando tinha onze anos de idade.

Acontece que a rainha Dona Leonor tinha um romance secreto com um tal de Conde Andeiro, galego, que apoiava o lado castelhano na sua tentativa de se apossar do trono, situação que a voz popular não aceitava, gerando-se mesmo um descontentamento geral que, rapidamente, se transformou num apoio ao Mestre de Avis, que após ter liquidado o Conde, foi proclamado como D. João I rei de Portugal, nas Cortes de Coimbra de 1385.
 
A guerra com Castela prolongou-se por vários anos e, apesar do poderio daquele exército, o certo é que, as tentativas de invasão por parte dos castelhanos foram sempre rechaçadas, até que os portugueses, na decisiva Batalha de Aljubarrota, aniquilaram, por completo, o exército “espanhol”.


Ao longo da História, tem-se provado,
que, nem sempre os aparentemente mais poderosos, o são de facto.