sábado, 11 de agosto de 2012

DEPUTADOS OU INADAPTADOS?

É incrível e uma enormíssima vergonha, ver a Presidência da República a devolver propostas de lei, à Assembleia da República, por conterem erros grosseiros que ninguém detectou.

Ou os Deputados e demais técnicos não ligam "pevide" a tudo aquilo ou, de facto, não são as pessoas apropriadas para a função.

Ora acontece que entre as causas susceptíveis de constituirem motivo de despedimento por iniciativa do empregador, conta-se a que se refere ao despedimento por inadaptação imputável ao colaborador.

Não será altura de apurar responsabilidades e mandar para o desemprego esses desinteressados e incapazes que nem sequer as leis redigem de forma adequada? 

Tantos desempregados responsáveis e estes INADAPTADOS a ganharem chorudas remunerações, sem serem sujeitos a penalizações pelos erros (desinteresse) que cometem!!!


sexta-feira, 10 de agosto de 2012

ZITA SEABRA















Recordo-me, perfeitamente, das intervenções entusiásticas, de Zita Seabra na Assembleia da República, enquanto deputada do Partido Comunista.
Zita Seabra era um exemplo de convicção, de fulgurância e até exaltação, sobretudo, quando o tema recordava os tempos anteriores ao 25 de Abril, em que na clandestinidade lutava contra os meios que a ditadura organizava, nomeadamente a PIDE, a Legião e tantos denunciantes, que tudo faziam para levar às prisões todos que, por esta ou por aquela razão, se manifestavam contra o Governo.

Entretanto, Zita Seabra mudou de ideologia.
É um direito que tem, visto que só alguns doentes mentais é que têm ideias fixas.

Mas uma coisa é mudar de ideias, outra, é alterar radicalmente os comportamentos, ao ponto de perder a noção de honra.

Ouvi-la, agora, porque quer, nos mais diversos meios de comunicação social, sempre que tem oportunidade, a tentar denunciar os seus camaradas da época, como se a sua versão dos acontecimentos seja indiscutível, parecendo querer, por essa via, procurar “ganhar” importância junto das actuais elites, faz-me recordar, exactamente, os asquerosos vermes, anteriores à Revolução, prontos até a denunciar familiares e a quem todos nós designávamos por “BUFOS”.

Estou certo que na Lusófona, perante as provas que já prestou, lhe dariam uma Licenciatura em “Bufaria”.

Quem se porta desta forma, ou foi toda a vida hipócrita, ou tem muitos problemas de consciência, ou, sabe-se lá, o que faria se a ditadura voltasse.

Ouvir a Zita Seabra dá-me vómitos…


terça-feira, 7 de agosto de 2012

CHEGÁMOS A MARTE!


NOTÍCIA 1: 
 
O robô Curiosity "aterrou" hoje, 06 de Agosto de 2012, na superfície de Marte.

A partir desta notícia e, tendo em atenção os dados que qualquer enciclopédia nos faz chegar, podemos reflectir sobre o seguinte:

  1.    Segundo a teoria ligada à origem do Universo, o Big Bang teria ocorrido há cerca de 14 bilhões* de anos.
  2. Por sua vez, o planeta Terra teria tido o início da sua formação há, aproximadamente, 4,6 bilhões de anos.
  3.  Os fósseis mais antigos até agora encontrados datam de entre 3,5 e 3,9 bilhões, sendo que até há um bilião se tratava apenas de vida microscópica.
  4. Existem alguns dados que permitem formular uma “sequência” do desenvolvimento de algumas espécies e o desaparecimento de outras, mas a tentativa de recriar a história da evolução da vida tem sido altamente controversa e, por isso, continua a não passar disso mesmo (tentativa).
  5. Por razões desconhecidas, 251 milhões de anos atrás, ocorreu uma extinção de quase todas as espécies marinhas e vertebrados terrestres, a que se terá seguido um período de evolução acelerada com o desenvolvimento e posterior desaparecimento dos dinossauros (supõe-se que essa extinção ocorreu há 65,5 milhões de anos).
  6.  É, então, a altura da diversificação dos mamíferos que vão ocupar o lugar dos dinossauros.
  7. Talvez entre 1,8 milhões e 11.000 anos atrás, surge e expande-se a nossa espécie, o Homo Sapiens.
  8. Holoceno, Antropogeno ou “Idade do Homem”, são as designações dadas pelos cientistas aos últimos 11.000 anos, que testemunham toda a história da humanidade.



                       - 11.000 anos!!!

                                                                                                                                                                                                                           * Bilhão – 10 levantado a 9
                                                                                                                                                                                                                              Bilião – 10 levantado a 12

E o que aconteceu, afinal, nestes últimos 11.000 anos?

Espalhando-se pelo mundo, o ser humano, utilizando o crescente aumento dos seus conhecimentos, numa ânsia louca pelo poder, foi ocasionando a ascensão e a queda de várias civilizações e, ao invés de utilizar o desenvolvimento tecnológico a que foi chegando como contributo para aumentar o bem-estar de TODA a humanidade, tem vindo, de forma incontida e descontrolada, sem olhar a meios, a desequilibrar o habitat, a permitir a extinção de muitas espécies e, sem quaisquer escrúpulos e enorme cinismo, a deixar morrer à fome milhões de seus semelhantes, que, tal como todos nós são fruto das mesmas desconhecidas origem e evolução.

NOTÍCIA 2:

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, qualificou nesta segunda-feira de "feito histórico" a chegada a Marte da sonda Curiosity, que pousou no planeta vermelho após uma viagem de 567 milhões de km.
"Este é um triunfo da tecnologia sem precedentes", acrescenta o comunicado presidencial, para quem esta missão prova que inclusive as coisas mais difíceis não resistem ao engenho humano.

COMENTÁRIO:
Se assim é, a questão sobre a qual me apetece questionar todos os poderosos deste mundo, é a de saber se para eles a prioridade


É CHEGAR AQUI                          OU AQUI
 

                                                                        
  

sábado, 4 de agosto de 2012

A LIÇÃO DO JARDINEIRO

Descaradamente, as elites que, de momento, decidem a vida de todos nós, adiam, de dia para dia, as decisões vitais para minorar o sofrimento de famílias e famílias que estão no limiar da fome física e da resistência psicológica.
Só os números lhes interessa, só a manutenção dos seus "direitos" e dos especuladores que detêm a maior parte da riqueza produzida por todos nós são as suas prioridades.

Será que alguma vez lhes vem à memória aquele poema de BERTOLT BRECHT?





A lição do Jardineiro

Pequeno reino de sebes e canteiros,
O meu jardim me ensina
Que até a rosa nobre de Mileto
Tem de,para ser bela,ser podada.
Também ela deve compreender
Que a couve,o alho e outros legumes
De origem modesta,mas não menos úteis,
Têm,como ela,direito
À sua ração de água.
O jardim seria mato
Se só na rosa imperial pensássemos.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

QUE SE LIXEM…


Alguém crê na sinceridade de um presidente de um Partido Político democrático que diz “Que se lixem as eleições” para salvar um país?

Esta afirmação apenas confirma que Passos Coelho mantem a ideia fixa do “CUSTE O QUE CUSTAR”, nem que para tal, se for necessário, que se lixe a democracia e, consequentemente, a opinião dos portugueses expressa nas urnas.

Mas como falar em salvar o país se cada vez mais nos afundamos, conforme os resultados com que todos os dias nos confrontamos?

Se Hugo Chavez  receasse perder as próximas eleições, não apresentaria melhor desculpa!

De frase em frase, Passos Coelho ou continua a demonstrar a sua imaturidade ou então que lhe resta, apenas, a sua fé (ou ambas).

O pior, é que, de momento, o poder está na sua mão e, tal como quando o mar bate na rocha, desta feita, quem se lixa não é o mexilhão, mas sim todos nós.



Mas creio bem que ele vai acabar por ser o pifarinho da versão alargada deste provérbio popular!





segunda-feira, 23 de julho de 2012

LUTA DE CLASSES – Lembrete



LUTA DE CLASSES – Lembrete


Revisitar as teorias de Karl Marx (e Engels) sobre a luta de classes, em qualquer simples enciclopédia, recorda-nos de como muito do que ele, então, disse, se mantém actualizado.

 Transcrevo, pois, aqui, apenas algumas ideias simples, porque, o que é simples, é que é verdadeiramente real e entendível. 


A luta de classes resulta do confronto entre os opressores (a burguesia) e os oprimidos (o proletariado) ou seja entre os proprietários (possuidores dos meios de produção) e os trabalhadores (possuidores unicamente da sua força de trabalho).

Na sociedade capitalista, a burguesia vai-se apoderando da mercadoria produzida pelos trabalhadores a quem resta apenas um salário que é pago, muitas vezes, para garantir a sua sobrevivência, por um valor mísero quando comparado com os das elites e com todo o resultado restante de que os proprietários se apoderam.
Por vezes, essa percentagem de “lucro”, ainda é aumentada pela via do acréscimo do tempo de trabalho, mantendo o salário.

É desta forma, que a classe predominante (uma minoria) vai acumulando excedentes e ganhando assim poder sobre todos os outros membros da sociedade.
Essa classe dominante tem características diferentes, (de acordo com cada período histórico).

Quando o “fosso” aumenta ao ponto de pôr em causa a própria sobrevivência dos mais desfavorecidos, as tensões entre a classe exploradora e os restantes membros trabalhadores da sociedade sobem de tom e os primeiros procuram, por todos os meios, manter o seu poder.  

Quando a situação se mantém e os poderosos se convencem da inevitabilidade do que vai ocorrendo e, que, com mais ou menos acção das forças da ordem, tudo se apazigua, as consequências são, normalmente, violentas e as classes exploradoras são depostas.

Será que desde que Karl Marx disse isto, algo mudou?

terça-feira, 17 de julho de 2012

CONTEI MEUS ANOS... Mário Andrade

Uma amiga minha relembrou-me este poema de Mário Andrade, que aqui vos reproduzo:



Contei meus anos...
                                                         MARIO DE ANDRADE
>
>
>
>
> Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui
> para a frente do que já vivi até agora.
> Tenho muito mais passado do que futuro.
> Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas.
> As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam
> poucas, rói o caroço.
> Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
> Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados.
> Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram,
> cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
> Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir
> assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
> Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar
> da idade cronológica, são imaturos.
> Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo
> de secretário-geral do coral.
> “As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos”.
> Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência,
> minha alma tem pressa...
> Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana,
> muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com
> triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade,
> Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade,
> O essencial faz a vida valer a pena.
> E para mim, basta o essencial!
>
> Mário de Andrade
> (1893-1945)

IDEOLOGIAS


A)     A ideia da indispensabilidade tem sido defendida, desde há muito, sobretudo por políticos e militares que entendem que só as suas concepções são capazes de levar os países (sociedades) no único e bom caminho.
O que, entretanto, tem acontecido é que a sua concretização implica ter o poder e, depois, em consequência, tal poder é utilizado de forma indiscriminada, a partir da crença de que os fins justificam os meios, impondo, então, sacrifícios desmesurados, considerando-os justificáveis, por maiores que sejam, quando, dizem eles, os comparamos com os benefícios que virão a ser colhidos pelas gerações vindouras.

(um parêntesis para dizer que nunca entendi porque é que as gerações vindouras, sejam elas quais forem, hão-de beneficiar mais do que quer que seja, do que as presentes).

Mas, o que a história nos tem mostrado é que, a partir destes princípios, têm surgido ditaduras que resolvem as resistências a ferro e fogo, vindo-nos, logo à ideia Estaline, como um dos expoentes máximos dessas políticas.

B)      Nas actuais sociedades constitucionais e democráticas, as situações tendem a ser diferentes.
Mas é preciso deixar claro que não há inevitabilidades.
Por facilitismo, é preciso referir, de forma categórica, que o que opõe os keynesianos aos neoliberais, não são questões meramente técnicas para resolver problemas pontuais.
Trata-se, de facto, de concepções ideológicas diferentes de como conduzir a política e, consequentemente, organizar as sociedades.

C)      Os resultados desastrosos, que estão à vista de todos, como consequência da “mãozinha invisível” neoliberal da austeridade virtuosa que há-de regular os “mercados”, não podem, nem devem ser justificados pela simples crença que nos começam a querer impingir:

                  “de que o negócio é bom, o governo é que é mau”.

A Política é que está completamente errada.

D)     No caso de Portugal, o que acontece é que há uma coincidência:

A actual política não é solução e o Governo ainda contribui para o problema.


sábado, 14 de julho de 2012

REFLEXÃO - ESTADO DA NAÇÃO

Se forem ao dicionário, verificarão:


Significado de Desnorteado

adj. Que perdeu o rumo ou o sentido de direção; tonto, perdido.
Fig. Desalentado, desesperado.
Fig. Confuso, embaraçado.





A Questão, para reflexão, é a de cada um, ao ler tal significado, refira, de imediato, o que lhe veio ao pensamento sobre o "ESTADO DA NAÇÃO"



terça-feira, 10 de julho de 2012

O RELVAS É UMA ANEDOTA



Quando de um Ministro o mais importante são as anedotas que se contam a seu respeito, está criado o ridículo e nada mais deveria sobrar que o seu próprio pedido de demissão.
Mas com o Relvas é diferente, o seu descaramento é de tal ordem que ainda se faz de mártir, dizendo e desdizendo, mentindo e procurando desmentir ou, pura e simplesmente dizendo que foram meros lapsos.

Não resisto à tentação de reproduzir uma das milhares de histórias e anedotas que por aí andam:

Consta que quando interrogado porque razão tinha indicado como frequência o 2º Direito, quando apenas tinha uma cadeira do 1º ano, Relvas terá dito que se tratava de um lapso, porque quando disse  que frequentava o 2º direito queria referir-se  ao andar em que morava....


A PARTÍCULA DE DEUS


Assisti, um dia destes, pela televisão, a uma assembleia de “ilustres” cientistas que, de forma eufórica, aplaudiam o facto de, presumivelmente, terem descoberto (ou confirmado) a existência do “Bóson de Higgs”, a que alguns também designam por “Partícula de Deus”.
Para chegarem a esta presumível (sublinho presumível) descoberta, foi necessário construir um acelerador de partículas na fronteira entre a Suiça e a França que custou, pelo menos, 10 biliões de dólares.

É um facto que o homem, desde sempre, procurou encontrar (sem sucesso), uma resposta que justificasse a sua existência e, que, obviamente, irá continuar nessa senda sem descanso.
 Mas, dito isto, pergunto eu, talvez ingenuamente, como podem tão ilustres sumidades (o que não implica que sejam capazes de olharem a vida quotidiana de forma inteligente) canalizarem os seus privilegiados dotes em investimentos tão astronómicos apenas para esse fim, em vez de procurarem descobrir a forma (quiçá a partícula) de colmatar a desgraça de milhões de tristes crianças que, provavelmente, por força da existência dessa “Partícula de Deus”, morrem de fome, (repito de fome) num sofrimento que me parece impossível de imaginar em toda a sua dimensão.

E falamos nós em avanço civilizacional! Para quem?

Dez biliões de dólares para se concluir que, talvez exista não sei bem o quê (nem eu sei, nem muitos especialistas, que tenho ouvido, também não o sabem e, cá para mim, nem eles próprios têm a mais pequena certeza sobre a matéria).

Dez biliões de dólares de presunção !!!!!!

É irónico pensar em gastar tanto dinheiro e continuarmos no campo da fé.
Mas também vos digo, se, por acaso, fosse verdade que tinha sido essa “Partícula de Deus” que ocasionou o Universo, a Terra e a “Vida”, tal qual ela é, então dever-se-ia metê-la, de novo, nesse acelerador e acabar com ela de uma vez, evitando, assim, que, mesmo sem crer,  o tal deus, venha a criar outros locais como este onde tanta gente sofre, sabe-se lá porquê!

sexta-feira, 6 de julho de 2012

O Professor Doutor RELVAS



Que o Relvas é um oportunista, um charlatão a quem se tem de reconhecer um certo jeito para enganar meio mundo,é um dado, há muito, adquirido.
Agora que o ensino superior privado permita esta enormidade de ser possível obter-se uma licenciatura através da entrega de um dossier sem que o candidato seja avaliado por forma a verificar, no mínimo, se o seu conhecimento sobre as matérias é aldrabado ou genuíno, é de pasmar, e descredibiliza, totalmente, tais escolas (universidades) ditas de ensino superior.

O RELVAS não é mais do que um "chico esperto", um macacão pronto a subir a qualquer galho desde que daí resulte, para ele, qualquer vantagem. As desculpas esfarrapadas que, normalmente, apresenta, dizem tudo sobre o tipo de fulano que ele é. O que é preciso frisar, é que, mau grado toda esta descarada escandaleira, o 1º Ministro afirma, publicamente, continuar a depositar nele toda a sua confiança.

Entretanto, o Administrador da Lusófona deve estar já a ajudar o Relvas a preparar um novo dossier, onde constem todas as besteiras que ele tem praticado enquanto ministro, para lhe ser atribuído, quando ele deixar de o sero grau de Professor Doutor num novo curso designado por "Aldrabices, Merdas e Confusões", de que, isso sim, ele é, sem dúvida, um requintado especialista.

terça-feira, 3 de julho de 2012

CINQUENTÕES


 


Cinquenta anos não se fazem todos os dias!
Tenho-me dedicado, exaustivamente, ao estudo desta matéria e, concluído, invariavelmente, que, durante a vida, desde o momento do nascimento, exactamente, cinquenta anos, só se festejam uma vez.
Existem teorias, mais ou menos especulativas, que procuram considerar os casos daqueles que conseguem repetir esse número de anos, mas os mais eruditos, cuja ideia compartilho, afirmam, a pés juntos, que, nessas circunstâncias, se atingiram cem anos e não duas vezes cinquenta.

A partir das diversas análises, que tenho vindo a fazer sobre tão imérito assunto, resolvi sistematizar as matérias recolhidas o que, quiçá, me levará, eventualmente, a escrever um livro sobre o tema, que poderá, por exemplo, intitular-se:

“Só faz cinquenta anos quem já fez quarenta e nove”

Além de ser uma verdade (o que nos tempos que correm é uma raridade) parece-me também um título muito apelativo!!!
Já tenho parte do Índice, sendo que um dos capítulos é dedicado à análise científica sobre o interesse de chegar aos cem anos.

Baseado na teoria de Albert Einstein, de quem, aliás, sou um fã, sinto uma enorme tentação de ser levado à conclusão que tal (como tudo) é relativo.
Repare-se que o cientista consagrou a ideia de que “matéria atrai matéria, na razão directa das massas…..” pelo que, a atracção, do que quer que seja, resulta relativamente da massa que cada um possuir…

Já no campo, digamos, menos prosaico e talvez mais ético, mas nem por isso menos importante, as minhas pesquisas conduziram-me à consagrada ideia de que “tudo vale a pena se a “alma” não é pequena” e aqui lá volta a relatividade ao pôr à prova a dimensão da “alma” de cada um.

Cautela, portanto, cinquentões, porque a massa e a dimensão da “alma” de cada um de vós podem ser decisivos nos próximos cinquenta anos!!!

Um dermatologista meu amigo, ensinou-me que as manchas e as rugas que começam a aparecer na pele a partir de certa idade, são, em grande parte, o resultado de, enquanto mais novos, se ter andado muito tempo ao Sol, pelo que, agora, o melhor mesmo é aproveitar a sombra.

No vosso caso, que eu me lembre, qualquer praia vos atraía e, normalmente, não vos via com o cuidado de porem boné.

De qualquer forma, amigos, uma cervejola ou mesmo um bom chá das “cinco”, tomados em boa companhia, podem muito bem ser, por muitos anos, um enorme prazer.

E é, exactamente, isso que aqui vos quero desejar! Cuidem-se…

Escrito numa noite de insónias a pensar no Jorge Manuel e no Paulo Morais, nascidos em Julho de 1962.

sábado, 23 de junho de 2012

POMBA BRANCA

Carcavelos, 22 de Junho de 2012

Ao pensar que a Tana hoje nos deixou para sempre e, recordando tudo o que foi a sua vida,  imediatamente, me vem à mente, esta carinhosa poesia:

POMBA BRANCA



Pomba branca, pomba branca
Já perdi o teu voar                                          
Naquela terra distante
Toda coberta p'lo mar
Pomba branca, pomba branca
Já perdi o teu voar
Naquela terra distante
Toda coberta p'lo mar

Fui criança e andei descalço
Porque a terra me aquecia
E eram longos os meus olhos
Quando a noite adormecia
Vinham barcos dos países
E eu sorria a deus, sonhei
Traziam roupas, felizes
As crianças dos países
Nesses barcos a chegar

Pomba branca, pomba branca
... ... ...

Depois mais tarde ao perder-me
Por ruas de outras cidades
Cantei meu amor ao vento
Porque sentia saudades
Saudades do meu lugar
Do primeiro amor da vida
Desse instante a aproximar
Dos campos, do meu lugar
À chegada e à partida

Pomba branca, pomba branca
Já perdi o teu voar
Naquela terra distante
Toda coberta p'lo mar
... ... ...



                                   

quinta-feira, 21 de junho de 2012

“UM PAR DE MURROS NOS CORNOS”


Armindo Silva nasceu há 47 anos numa pequena aldeia de Trás-os-Montes.
Os pais viviam do amanho da terra que pouco mais dava do que para o sustento da família (além dele havia mais um irmão e uma irmã) e tinham também uma meia dúzia de cabras que o próprio Armindo, desde muito novo, levava a pastar pelos montes vizinhos.

Os pais, com enorme sacrifício, lá foram mandando os filhos à escola e o Armindo, aos 15 anos, acabou a quarta classe.
Nessa altura, tinha-se iniciado a construção de uma fábrica nas redondezas e o jovem, que não queria continuar pastor toda a vida, falou com os pais e foi trabalhar para as obras.
Ladino, à medida que ia dando serventia de pedreiro foi aprendendo a profissão e, aos dezoito anos, arrancou para a cidade, à procura de melhor futuro.

Muito dedicado ao trabalho, incapaz de faltar mesmo quando alguma gripe o assolava, rapidamente se tornou alvo do respeito de colegas e patrões e um oficial do serviço muito desejado.

Aos vinte e seis anos entrou para uma empresa de construção civil onde permaneceu até recentemente.

Entretanto, foi pai de um rapaz e de uma rapariga que têm, agora, 17 e 18 anos, respectivamente, ambos a frequentar o 11º ano.

Clara, a mulher, trabalhava numa fábrica de componentes para automóveis, que fechou há cerca de um ano.

Sem qualquer aviso prévio, há seis meses, sem mais, a empresa onde Armindo trabalhava, avançou para um despedimento colectivo e o nosso homem ficou sem emprego.

Armindo e Clara, com a idade que têm, não conseguem qualquer trabalho e os filhos, que eles ambicionavam que continuassem a estudar, não só tiveram de deixar de o fazer, por não haver dinheiro para tal, como, obviamente, não conseguem empregos.

O que aqui quero pôr à vossa reflexão não são tanto as dificuldades materiais que esta e tantas outras famílias como esta estão a passar.
O que gostaria de chamar a vossa atenção é para a aflição psicológica que nós passaríamos se tivéssemos de nos debater com tal situação!
O que fazer? Como resolver o problema? O que dizer aos filhos? Como pagar as contas? Como disfarçar este drama? Como descansar minimamente a nossa cabeça de tal sufoco?

Completamente impotentes, estas famílias ouvem essas elites, que nos governaram e nos governam em Portugal e na Europa, a dizerem que “gastamos mais do que devíamos”, “que todos temos de fazer sacrifícios”, “que temos de pagar o que devemos, custe o que custar”
O Armindo, a Clara e tantos outros Armindos e Claras que toda a vida trabalharam, que lutaram e se sacrificaram para puderem ajudar os filhos, que em nada contribuíram para a situação actual, ainda têm de ouvir tudo isto, com ENORME FRIEZA, destas elites que continuam no poleiro, com a mesma pose de sempre, falarem-lhes de austeridade, protegendo os especuladores e os detentores do capital, porque, é preciso que se diga, que essa é a forma que os “senhores do poder” têm de garantir a manutenção dos seus actuais privilégios.

Se lhes falarem do caso do Armindo e da Clara e do sofrimento porque passam todas estas famílias, continuarão, impávidos e serenos, de cimeira em cimeira, (a pressa não é deles) a adiar a questão até que um dia o “balão” rebente e lhes dêem “um par de murros nos cornos”. 

quarta-feira, 20 de junho de 2012

PLATINI E O POLVO

O polvo Paul já morreu.
Em sua substituição surge agora Platini, que veio dizer que a final do "EURO" vai ser entre a Espanha e a Alemanha!

PLATINI


  • Como Jogador foi Grande;
  • Como Treinador foi Mediocre (apenas classificou a selecção francesa para a Eurocopa 1992, caindo logo na primeira fase);
  • Agora, como Adivinho, tem muitos braços como o polvo, mas, pelos vistos, não tem a mesma cabeça...
   
    SE MANTIVERMOS AMBIÇÃO, TEMOS FORTES PROBABILIDADES DE GANHAR.
    VAMOS A ELES!!! 


SOLSTÍCIO


Hoje é o “maior dia” do ano, ou seja, o dia com maior número de horas de luz, porque o Sol permanece mais tempo no nosso horizonte visual.
Há povos, por todo o mundo, que festejam este dia, agradecendo (solicitando) ao sol a sua influência nas colheitas, que desejam abundantes.
Muitos outros, porém, que também habitam este planeta, não dão qualquer importância ao facto, ou talvez, mesmo a maioria, não dê por tal acontecimento. E, todavia, ele ocorre todos os anos.

Realmente, este fenómeno não passa de um mero pormenor quando comparado com a grandeza “daquilo” a que chamamos Universo e que se formou há milhões de anos, não se sabe como, nem porquê, nem para quê.
O que fomos descobrindo sobre este espaço sem fim (sem fim?), apenas nos dá a ideia de que tudo isto é algo em pleno movimento perpétuo (perpétuo?), numa constante procura de equilíbrios que recomponham os desequilíbrios, que também eles vão ocorrendo a todo o momento.

A questão da “existência”, que parece ter, mais tarde, ocasionado o aparecimento da vida que, posteriormente, deu origem à humanidade, continua sem explicação, mau grado todas as tentativas especulativas, em que as várias crenças mais ou menos religiosas, contêm contradições tão primárias, que, na sua maioria só se justifica a sua aceitação, por mero receio do após morte (vale mais prevenir do que remediar).

“Cogito ergo sum”, “penso logo existo”, disse Descartes e porque existimos pensamos, temos a capacidade de poder duvidar de tudo o que, à primeira vista, parece correcto e verdadeiro, para além da nossa própria existência.
Mas essa nossa existência, em si mesma, como ele, aliás, também defendia, constituiu, desde sempre, a razão de surgir o desejo pelo conhecimento humano, mas em bases sólidas e seguras.

Durante todos estes milhares de anos que por ”aqui” andamos, pouco ou nada conseguimos perceber sobre este fenómeno universal, pelo que, vale a pena olharmos os pequenos factos do dia-a-dia que nos rodeiam e, para disfarçar a angústia dessa nossa incapacidade de ver mais longe, festejemos o Solstício, desejando que o sol continue a alumiar este Planetazinho onde, não se sabe porquê, tudo o que acontece de bom são dádivas da providência divina, enquanto o mau (muito mau), são circunstâncias sem autor.