terça-feira, 27 de novembro de 2012

DESPLANTE DE PASSOS COELHO


Perante a realidade do país, perante o evidente empobrecimento e as crescentes dificuldades dos que menos têm e que, dia-a-dia, vivem uma enorme angústia, manifestando a todo o momento um crescente desalento, sem saber o que fazer para conseguirem sobreviver, Passos Coelho, na Madeira, em frente das câmaras da televisão, veio dizer, sem rodeios, que:
“Quem mais contesta é quem mais tem”
para acrescentar, de seguida:
“Não receio a impopularidade e confio na inteligência dos portugueses”.

Um primeiro-ministro que diz uma enormidade destas, que não se rala com a sua popularidade, teimando em levar por diante uma política de “custe o que custar”,  cujos resultados desastrosos estão à vista, que não tem noção que, de facto, quem mais contesta é quem mais tem, mas não dinheiro, mas sim FOME, não pode continuar a governar este país, como se, realmente, fosse cego e surdo, e, do alto da sua torre, com uma enorme frieza e arrogância, dizer que confia na inteligência dos portugueses. (Quais portugueses, os que mais têm ou os outros?)

É preciso ter um grande DESPLANTE.

Pouco resta a Passos Coelho e ao seu Governo...


Como dizia Eça:

Este governo não cai porque não é um edifício,
sairá com benzina porque é uma nódoa”






quarta-feira, 21 de novembro de 2012

OPORTUNIDADE EXCEPCIONAL - Dedução do IVA no IRS

 
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A Autoridade Tributária e Aduaneira está a enviar, aos contribuintes, um ofício, em que nos dá conta de que podemos beneficiar de uma dedução à colecta do IRS no montante correspondente a 5% do IVA pago em cada Factura, com o limite máximo de 250 euros.
Procura, assim, o fisco, incentivar-nos a exigir factura aos seguintes sectores contemplados por esta medida:
Ø  Manutenção de veículos automóveis e motociclos;
Ø  Alojamentos;
Ø  Restauração;
Ø  Cabeleireiros.

Porreiro- pensei eu- deixa-me lá fazer contas:

Se 250,00 € equivale a 5% do IVA pago em tais locais, então o total do IVA/ano terá de ser de 5.000 euros.
Mas à taxa de 23% de IVA, tal montante de Imposto, implica que os valores pagos pelos serviços referidos para beneficiar dos tais 250 euros de dedução, tenham de atingir os 21.739,13 € num ano.

Portanto, já sabe, não perca esta oportunidade excepcional de deduzir 250 euros ao seu IRS, bastando para tal, gastar, durante o ano, na manutenção do carro, no restaurante, no hotel e no cabeleireiro a módica quantia de 21.739,13 euros.

Se este valor representasse 5% do seu rendimento anual, então você precisava de ganhar, num ano, cerca de 434.782 euros, o que a dividir por 12, teria de ter uma remuneração mensal na ordem dos 36.232 euros.

Será possível?
Não acredito, devo ter errado as contas ou, então, alguém está a fazer-nos de parvos!


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quinta-feira, 15 de novembro de 2012

SEMENTES DE VIOLÊNCIA



A violência é usada como a forma de, normalmente, pela via física, impor a vontade de uns a outros, procurando manter ou conquistar o poder, destruindo, muitas vezes, tanto a propriedade como as vidas dos oponentes.


Os lamentáveis acontecimentos violentos de ontem, junto à Assembleia da República, devem ser, vivamente, condenados porque, num Estado democrático, como é Portugal, não deve ser essa a via seguida para resolver os nossos problemas.

Mas, se é verdade que, nalguns casos, como parece ter sido o que ontem ocorreu, tal violência física tem origem em “grupelhos” que fazem de tal prática a forma inaceitável de se manifestarem, não podemos, nem devemos, menosprezar o que está a ocorrer em outos países, que pode reverter para o nosso, onde as manifestações, com violência física, são consequência de outras formas de violência, nomeadamente, violências de carácter económico.
De facto, por essa Europa, governos autistas, entre os quais se situa o nosso, insistem, teimosamente, com enorme frieza e sem escrúpulos, em levar por diante políticas de empobrecimento acelerado, levando as famílias mais desfavorecidas a níveis abaixo da sobrevivência e ao inevitável desespero o que é, em si mesmo, sementes de violência.

Baseados no princípio de que somos um povo de Cidadãos Pacíficos, não parece sensato que o governo continue, violentamente, a esticar a corda até que ela acabe por rebentar, o que, naturalmente, irá suscitar uma reacção, igualmente, violenta, porque tudo tem os seus limites, para além dos quais tudo pode acontecer…

Recusemos a violência física, mas rejeitemos, igualmente, outras formas de violência, como é o caso do ataque à vida económica e social que está a ser exercida, indiscriminadamente, sobre os portugueses, levando-os ao desespero, o que pode tornar, inevitável, reacções mais agressivas.

                                      


quarta-feira, 14 de novembro de 2012

ANÍBAL – o “FURA GREVES”


O direito à greve está inscrito na Constituição e, a situação galopante da degradação da vida dos portugueses é um motivo, mais que justificativo, para que se manifestem dessa forma, sendo certo que só a fez quem assim o entendeu.
A adesão parece ter sido fortíssima, mas, obviamente, tem de ser respeitada, de forma igual, a opção de cada um.

Neste contexto, parece ser completamente despropositado, que o Presidente da República, que tem andado escondido e, que nada nos tem dito de esperançoso quanto ao futuro exactamente das famílias, que, desesperadamente se manifestam, venha a público, via televisão, em pleno período em que decorre a greve, referir que “hoje é dia de greve, mas eu estou a trabalhar”.

O Presidente da República, que é suposto sê-lo de todos os portugueses, não deve (não pode), nestas circunstâncias, tomar partido, tipo “fura-greves”, avançando com o seu próprio exemplo.

Tal comportamento de Aníbal Cavaco Silva, que sentiu necessidade de, em pleno dia de Greve Geral, vir anunciar que estava a trabalhar, dá vontade de lhe perguntar o que está a fazer nos outros dias em que não há greve.

Esta atitude do Presidente da República é um colossal erro político e a demonstração pública de uma enorme falta de isenção.


                                                                                                   

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

As “SENHORAS DE BEM” vs As “TIAS” – brejeirices


A sociedade portuguesa, apesar da enorme evolução cultural (e não só) pós 25 de Abril, nunca se conseguiu libertar de algumas características marcantes da época anterior.
As senhoras da burguesia, de então, eram, normalmente, denominadas de “senhoras de bem” e, tinham como uma das suas principais preocupações ajudarem os pobrezinhos, o que lhes valia, muitas vezes, louvores do regime e da Igreja, garantindo, assim, uma importância, “inter pares” na terra e um provável passaporte para o céu.
Os títulos nobiliárquicos eram (e são) um factor de distinção e importância.

Actualmente, mantendo a mesma pose, as “Senhoras de bem”, foram substituídas pelas “Tias” que adoptaram um característico acinte na voz, mantendo, todavia, como outrora, a mesma preocupação quanto à linguagem e à “necessidade” de organizarem grandes festas e deslumbrantes eventos, cujas receitas fazem reverter para ajudar os pobrezinhos, com enorme publicidade nas revistas ditas “cor de rosa”.

A BD, que abaixo se reproduz, ilustra bem esta situação, bem como a “brejeirice” dos meus tempos de menino que, igualmente, relembro, fazia as delícias do que, sem que os adultos ouvissem, íamos dizendo uns aos outros:




BREJEIRICE:
 “Porra”, disse a marquesa batendo com as mamas em cima da mesa.
 Mas lembrando a esmerada educação recebida na Suíça,
  prontamente, emendou:” porra não, chiça!!!”


domingo, 11 de novembro de 2012

A CAPA DO SÃO MARTINHO



                      A CAPA DO SÃO MARTINHO
                                                                             (poesia espontânea)

Chovia que Deus a dava
Estava um frio de rachar
Quando o General Martinho
Viu um pobre a tiritar

Parou seu nobre cavalo
E com punhal afiado
Cortou ao meio sua capa
E deu-a àquele desgraçado

Deus, que está lá nas alturas
Ao ver aquele gesto lindo
Transformou a tempestade
No bom Verão de São Martinho

A capa do nosso Santo
É um símbolo a relembrar
E com castanhas e vinho
Costumamos celebrar

No outro dia, encontrei-o
Estava velho e tinha frio
O gesto que tinha feito
Já p’ra nada lhe serviu

Perguntei-lhe pela capa
“Não a tenho” – disse o Santo
“P’ra poder sobreviver,
Fui entregá-la ao Banco”

Que importa a vida que levas
Se há gente com tal frieza
Que nem a capa do pobre

Escapa a tamanha avareza

No Presépio deste ano
Por justiça e por carinho
Vou trocar o rei Gaspar
Pelo nosso São Martinho

                                                                   Jorge Paulos



sábado, 10 de novembro de 2012

MARCAÇÃO DO TERRITÓRIO – uma mijinha


Quando, há pouco, observava o cão do meu vizinho a urinar junto das árvores e candeeiros que rodeiam esta zona, reflecti sobre este hábito que os animais têm de, por essa via, marcarem o território e, assim, deixarem uma mensagem com a qual procuram intimidar os restantes cães, ao ponto de, sempre “que um dominado fareja a urina libertada pelo dominante, ter tendência a emitir sinais de submissão e a urinar no chão”

Talvez, por associação de ideias, lembrei-me, não só, da visita que a Chanceler alemã vem, segunda-feira, fazer a Portugal, como do facto do Primeiro-Ministro, Passos Coelho ter resolvido receber a sra. Merkel não no CCB, como estava previsto, mas no Forte de São Julião da Barra.

Curiosamente, segundo a História, quando no início da Guerra Peninsular, as tropas francesas de Napoleão Bonaparte, comandadas por Junot, alcançaram Lisboa, este Forte foi transformado em Quartel-General das forças de ocupação.

E, a questão que se põe, é a de tentar adivinhar o que vem fazer a sra Merkel a Portugal, numa mini-visita de cinco horas, para além da simples, mas intencional, mijinha?

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

ASSISTENCIALISMO


O Banco Alimentar tem sido um organismo importantíssimo no apoio aos mais desfavorecidos, assentando, o seu êxito, em minha opinião, em dois pilares basilares:
      - A forma como foi organizado e como tem sido gerido;
      - A generosidade da população perante uma boa causa e a consciência da    necessidade de ser solidária para com os mais desfavorecidos.
São, portanto, justíssimos, todos os elogios que têm sido feitos à mais alta responsável pelo Banco Alimentar, Isabel Jonet, que tem dado sobejas provas de um enorme espirito voluntarista, mas também e, sobretudo, pela sua capacidade demonstrada, não só para o organizar e o gerir, mas, igualmente, para conseguir motivar os portugueses para a adesão a esta causa.

Mas, o reconhecimento destas suas indiscutíveis características não significa que estejamos de acordo com algumas das suas ideias, que deixou expressas ontem numa “mesa redonda” na SIC Notícias, lado a lado, com Manuela Ferreira Leite e Rui Vilar.

De facto, naquele “fórum”, ficaram bem patentes duas linhas de pensamento que, de uma forma mais ou menos velada, continuam a dividir a Europa (e não só), quanto à forma de agir e de organizar a Sociedade.

Por um lado, Isabel Jonet, defendeu a necessidade de alterar as premissas do conceito de Estado Social, levando-nos, de novo, ao empobrecimento e alterando as políticas, de forma que o essencial fosse o de se manter o auxílio aos pobres, o que implicaria voltar-se à ideia de “remediar a pobreza”, com enormes precauções orçamentais.
Temos de aprender a empobrecer
Não se pode continuar a pensar que é possível comer um bife todos os dias – disse ela- porque, simplesmente não há dinheiro.
Acrescentando que “temos de voltar ao essencial”.

Os que defendem tal visão consideram que as políticas sociais são um custo.

Ao invés, os outros dois membros do painel, evocando os resultados obtidos, este ano, com as políticas de austeridade seguidas, bem como a posição que vai sendo assumida por parte significativa da Europa, defenderam a necessidade de políticas de crescimento, que contribuam para o desenvolvimento económico e consequente aumento do PIB.

Manuela Ferreira Leite, referindo-se à afirmação de Isabel Jonet de que “há certas coisas que já não são viáveis” retorquiu que “Claro que não são viáveis, se continuarmos com esta política de depressão, mas, se definirmos uma política de crescimento a perspectiva será outra”.

Rui Vilar relembrou o recente documento do FMI e o Relatório e Parecer do Conselho Económico e Social onde se refere que nos processos de ajustamento há sempre dor. Mas, no nosso caso, com o excesso de austeridade, corremos o risco de sofrer a dor sem fazer o ajustamento.

A ideia defendida por Margaret Thatcher de que o Estado já não tem condições económicas para sustentar o Estado Providência e, consequentemente, deve ser retirada grande parte dos direitos aos cidadãos que os foram adquirindo ao longo de muitos anos de trabalho e luta, tem mais seguidores do que se julga, como é o caso, aparentemente (ou não) inesperado de Isabel Jonet.

A defesa do empobrecimento e do retrocesso no sentido do Assistencialismo, que se caracteriza pela ajuda pontual às camadas mais desfavorecidas, pela via da doação individual, não leva a nada, porque, tal política, não contribui para a transformação da realidade social dos mais carenciados, que ficam sempre dependentes da “esmola” que lhes for atribuída.

A mudança de padrão de vida desses extractos sociais tem de assentar em projectos concebidos a partir das necessidades concretas dessas comunidades, procurando, assim, prevenir a exclusão social e contribuir para a reinserção desses grupos de risco e de forte vulnerabilidade.

Os que defendem tal visão consideram que as políticas sociais são um investimento.

E, não é verdade, como defendeu Isabel Jonet, “que já não há dinheiro”.
O dinheiro continua a haver, o que é preciso rever é a forma como é distribuído.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

PARA MEMÓRIA FUTURA


                  1.   Celebremos o último Feriado Comemorativo do "DIA DE TODOS OS SANTOS"


2. A causa da grande maioria dos nossos "PECADOS"


3. Homenagem à juventude. A emigração espera-vos. "INSCREVAM-SE"

 

terça-feira, 30 de outubro de 2012

REFUNDAR!


Este fim-de-semana, o país ficou perplexo quando ouviu Passos Coelho, que, teimosamente, tem defendido que nem sequer aceita renegociar o Acordo com a Troika, vir agora dizer que tal documento tem de ser REFUNDADO.

E a interrogação, generalizada, é de tentar saber o que tal palavra, na boca do Primeiro-Ministro, quererá dizer.

Se a questão tem a ver com o significado, nada melhor do que consultar o dicionário.

Pois bem, REFUNDAR significa:
- Tornar mais fundo
- Fundar novamente
- Afundar
Mas se afinal significa “afundar”, ah! Então não estamos perante novidade nenhuma, é, exactamente, isso que tem vindo a acontecer.

A menos que tenha sido um lapso e ele quisesse dizer REFUNDIR.
Aí o Dicionário diz-nos que tal palavra significa:
- Derreter de novo
- Transmudar de um vaso para outro

Mais uma vez, tal não traria nenhuma novidade, porque mudar dos que menos podem para os que mais têm, tem sido a prática corrente deste Governante e dos seus apaniguados.

No fundo, no fundo, o que ele pretendeu foi distrair o país, e a novidade é nenhuma, porque a Refundar-nos e a Refundir-nos, com mais letra menos letra, é o que Passos Coelho nos tem vindo a fazer desde que chegou ao poder.

Apetece-me dizer “REFUNDAR”?
VAI TU!
                                                                                                            

                                                                                                

sábado, 27 de outubro de 2012

NEM SEQUER,POR MERA RAZÃO DE FÉ!


Em 18 de Setembro de 2012, o Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa, após a sua Assembleia de Bispos, emitiu uma Nota onde refere uma série de considerações, como, por exemplo:

“A Igreja sempre defendeu, entre as expressões da liberdade, a liberdade económica, desde que as suas concretizações se submetam aos objectivos do bem-comum. Os próprios lucros das pessoas, das empresas e dos grupos devem orientar-se para o bem- comum de toda a sociedade”

e, mais à frente:

Sujeitos a uma dimensão ética de serviço à humanidade, os mercados não podem separar-se do dinamismo económico, transformando-se em fontes autónomas de lucro que não reverte, necessariamente, para o bem-comum da sociedade”

continuando:

“A superação da crise supõe uma renovação cultural. A Igreja quer contribuir para esta renovação com os valores que lhe são próprios: a dignidade da pessoa humana, a solidariedade como vitória sobre os diversos egoísmos, a equidade nas soluções e na distribuição dos sacrifícios, atendendo aos mais desfavorecidos, a verdade nas afirmações e análises, a coragem para aceitar que momentos difíceis podem ser a semente de novas etapas de convivência e de sentido coletivo da vida”

para, finalmente, terminar com uma mera razão de fé:

Nós, os crentes, contamos para isso com a força de Deus e a proteção de Nossa Senhora”.

Que quer tudo isto dizer?
Em que acções concretas tais afirmações se concretizam por parte dos arautos defensores dos pobres e oprimidos?


É fácil imaginar os Bispos, muito bem comportados, em plena Assembleia, a apoiarem aquela Nota que, obviamente, é inconsequente, tanto mais que, entretanto, D. Policarpo se veio assumir contra os que na rua manifestaram o seu desespero, perante o caminho da crescente pobreza e, mesmo, da fome de muitas famílias.


Esta Assembleia, veio-me hoje à memória, ao ouvir/ver, nas Jornadas Parlamentares conjuntas do PSD e CDS/PP, o Primeiro- Ministro encerrá-las com um discurso de cerca de 40 minutos sem, praticamente, nada dizer, sem um “golpe de asa”, sem algo que, minimamente, galvanizasse, ao menos, os presentes, seus fiéis apoiantes, ao ponto de apenas o aplaudirem pouco antes de terminar.

Já nem eles mesmo acreditam, nem sequer, por mera razão de fé!
Mais tempo para ajustamento como quer o PS adiaria o crescimento, garante Passos
                                                
           

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

SOLIDARIEDADE/HIPOCRISIA


O Ministro da SOLIDARIEDADE emitiu uma Proposta de Decreto-lei em que se prevê:

1.      Cortar em 10% o montante mensal do Subsídio de Desemprego, que passaria dos actuais 419,00€ para 317,00 € e, que atingiria cerca de 150.000 desempregados;
2.      Cortar o valor do Rendimento Social de Inserção em 6%;
3.      Cortar 10% ao valor do Subsídio Social de Desemprego;
4.      Cortar o Complemento Solidário para Idosos em 2,25%;
5.      Cortar o Subsídio por morte;
6.      Cortar o valor de reembolso das despesas de funeral.  

A simples leitura desta Proposta do Ministro Mota Soares deixa qualquer um perplexo, causando náuseas mesmo aos menos sensíveis.
E, tenha esta Proposta o desfecho que tiver, só a sua simples formulação faz-nos pensar como era hipócrita o comportamento daquela figurinha que se exprime por soluços, quando, na Oposição, se mostrava um acérrimo defensor dos mais desfavorecidos e até se deslocava de “lambreta” para “armar aos cágados”.

Esta Proposta é irracional, impiedosa e cobarde, porque se trata de um asqueroso ataque aos que, praticamente, já nada têm, nem sequer capacidade para se defenderem.

Onde está a SOLIDARIEDADE da Democracia-cristã no meio de toda esta HIPOCRISIA?

E, de acordo com as declarações do Ministro, ainda é necessário mais!

Já nada nos pode admirar, nem mesmo quando, na sequência do “emigrem”, venha a sugestão do Governo  do “morram mais cedo, para aí uns três anos”.

Afinal, dirá então o Governo, que se tratará apenas de uma Proposta a ser negociada com os mais velhos, podendo vir a ficar em apenas dois anos, sendo certo que tal  redução do tempo de vida é uma boa medida, visto contribuir para diminuir o Deficit pelo lado da Despesa.

                                                                                                   


segunda-feira, 22 de outubro de 2012

QUIZAS, QUIZAS, QUIZAS

"Sempre que te pergunto, "COMO, QUANDO e DONDE" estás perdendo o tempo, pensando, pensando.... até quando, até quando.
Estão passando os dias e eu (e tu) desesperando....."

Oiçam e deixem o vosso pensamento sobrevoar toda a vossa existência.
Tanta coisa boa, mas, também, quanto esforço, quanto trabalho, quantos anos de luta e sacrifício para, agora, uns "badamecos de merda" sem sentimentos , sem escrúpulos, num ápice, como quem acende um fósforo, vêm pôr em causa tudo o que foi feito e que, afina,l eles próprios estão a usufruir.....
No mínimo, é triste...




http://www.youtube.com/embed/SEQpp2xvWY0

sábado, 20 de outubro de 2012

MARRAR, MARRAR, MARRAR…


O Fundo Monetário Internacional, num invulgar assumir de culpas, veio confessar ter havido um erro de previsão nos impactos ocasionados pela austeridade nas perdas causadas no Produto Interno Bruto, nos modelos que estão a ser utilizados nos vários países “intervencionados”.
Sem dúvida, só um erro “colossal”, os terá levado a esta iniciativa!
De facto, segundo eles, em vez de se perder 0,5 € do PIB por cada 1 € de austeridade, perder-se-á entre 0,9€ e 1,7€. (entre o dobro ou mesmo mais do triplo do que tinham considerado).

Qualquer leigo percebe que esta constatação altera de tal forma uma das premissas básicas do programa, que nem vale a pena olhar para os resultados a que tinham chegado, antes de refazer todos os cálculos.

Pois bem, questionado sobre tal declaração do FMI (que é um dos membros da Troika), o Primeiro-Ministro português, não só não aproveitou tal argumento, como forma de encarar a indispensável revisão dos objectivos do memorando que nos foram impostos a partir daquele pressuposto e procurar, por essa via, minimizar os efeitos desastrosos que estão e vão continuar a ocorrer, como, bem pelo contrário, veio afirmar que:

“Os países que estão sobre assistência financeira não devem aligeirar os seus esforços” até porque “em Portugal não estamos a funcionar com multiplicadores abstractos, estamos com um programa concreto e monitorizado a cada três meses”.

Mas, se os tais multiplicadores não são abstractos é porque são concretos, isto é, assentam na própria realidade.
Assim sendo, EXPLIQUE-NOS, qual a razão/desculpa para que quase todas as previsões essenciais não tenham sido atingidas e, até o tão endeusado Deficit tenha tido uma derrapagem colossal, derrapagem essa, que não foi atingida de um momento para o outro, mas ao longo do ano, apesar dos multiplicadores, como ele diz, não serem abstractos.
Foi então do quê? EXPLIQUE-NOS!!!!!!

E o que dizer do ar descarado com que Passos Coelho faz estas considerações em público, quando a quase totalidade dos especialistas contrariam tais afirmações? (ver citações) *

Será mera ignorância?
Será má-fé, para enganar o Zé Povinho?
Ou, será uma enorme teimosia de quem não quer dar o braço a torcer, “custe o que custar”?

Os extremistas tecnocratas, cujo modelo, uma vez construído, funciona como verdade absoluta e indiscutível (veja-se o que está a acontecer com o Orçamento), perdem a racionalidade, para passarem a agir em nome da fé e, a partir desse momento marram, marram, marram no capote vermelho ou numa parede, até que se lhes parta alguma coisa…

Sinceramente, é o que penso que lhes vai acontecer mais dia, menos dia…


*Citações:

·         Austeridade orçamental vai deixar “tudo morto”- Manuela Ferreira Leite
·     O processo do Orçamento do Estado é “desastroso” e Passos Coelho tem falta de liderança – Marcelo Rebelo de Sousa
·         Redução do número de escalões do IRS é inconstitucional – Jorge Miranda
·         Esta carga fiscal pode gerar uma septicemia na economia – Bagão Félix
·     Receio que… as previsões macroeconómicas sejam, mais uma vez, uma coisa imaginária e sem aderência à realidade – Silva Lopes
·         Há um risco de a recessão ser ainda maior e do desemprego aumentar ainda mais e… o risco deste Orçamento, depois na sua aplicação, ser inviável – Marques Mendes
·         Será uma tragédia nacional, em que o desemprego vai subir em flecha e a falência das empresas será em catadupa - João Ferreira do Amaral
·         É absolutamente inviável, do ponto de vista orçamental, conseguir-se uma consolidação como a que é pretendida pelo governo – Manuela Ferreira Leite
·         Dose excessiva da austeridade pode ser mortal- Peer Steinbruck – (adversário directo de Merkel)

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Versos do JOVEM SEM ESPERANÇA





Versos do JOVEM SEM ESPERANÇA
                                                                  Jorge Paulos                                                                


Gostava de trabalhar,
Até sonhava casar,
Ter filhos para tratar,
Correr com eles e brincar.

Mas se não há que fazer,
Já mal chega p’ra comer,
Se viver é só sofrer,
E “eles” não querem saber…

Para quê, então, nascer?
Para quê, então, crescer?
Para quê, então, viver?

Acham que devo roubar?
Acham que “os” devo matar?
Acham que devo morrer?

Já não sei o que fazer!!!

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

CIDADÃO PACÍFICO – Até quando?


Passos Coelho, numa confirmação do seu total desconhecimento da realidade do país em que vive, acusou, no Parlamento, o Partido Comunista de incentivar a violência, ao referir que o Governo estava a roubar o povo português.
Não é necessário ter qualquer afinidade com a ideologia que o PC perfilha, para se perceber, que tem sido a sua capacidade de enquadramento que tem evitado que as manifestações, até agora, não tenham terminado em desacatos, lutas violentas com a polícia ou, mesmo, fogos postos, como, aliás, vem acontecendo, por exemplo, na Espanha e na Grécia.

Do alto da sua Torre de Marfim, Passos Coelho, Gaspar, Relvas e quejandos, continuam na sua senda de espoliação absurda, procurando provocar o povo para lá da sua subsistência, sem dó, nem piedade, como o vão fazer, de novo, com a  apresentação do Orçamento para 2013, contra tudo e contra todos, num autêntico assalto à mão armada, procurando, por todos os meios, encaminhar-nos para a pobreza.

Até quando, perante o desespero, que é mau conselheiro, e que já está implantado, o Cidadão Pacífico o deixará de o ser?

Até quando, perante a arrogante indiferença destes governantes, sem escrúpulos, o Cidadão Pacífico vai resistir, chamando-lhes, por educação, apenas ALDRABÕES, VIGARISTAS e LADRÕES, embora lhe apeteça denomina-los de “FILHOS DA PUTA”?

Até quando, perante esta permanente provocação governativa e a necessidade diária de sobrevivência, o Cidadão Pacífico se manterá sem avançar para os distúrbios violentos?

A pacificidade tem limites!

ATÉ QUANDO?
Subida de Impostos para 2013 é sismo fiscal

Aumento de IRS é assalto à mão armada


sábado, 13 de outubro de 2012

MANIFESTAÇÃO vs PEREGRINAÇÃO


D. Policarpo diz que as Manifestações de rua nada resolvem e, até são corrosivas e, acrescenta, “que nem uma revolução resolve a actual situação”.
E, refere tudo isto, exactamente, em Fátima, onde está a presidir a uma enorme peregrinação que, não passa, também ela, de uma manifestação de rua que, fazendo fé das suas próprias palavras, certamente, também nada resolverá e até pode ser corrosiva.

De facto, ao longo da História da Humanidade, as religiões sempre procuraram mostrar a sua força e a sua ânsia pelo poder, promovendo enormes e, muitas vezes, sangrentas manifestações, com consequências conhecidas.

D. Policarpo resolveu, legitimamente, ser mais um analista político, que tenta, com as suas palavras, desmobilizar a luta do povo, que em desespero de causa, procura, através da rua, dar voz ao seu desespero.
D. Policarpo tem a sua opinião e entendeu manifestá-la publicamente, como aliás o têm feito, ultimamente, outros dignitários da Igreja Católica, mas com sentido contrário.

Esta curiosa falta de sintonia, leva-me a alvitrar que se reúnam e, que peçam a Deus que os inspire para que, à luz dos seus deveres religiosos que deverão ter para com a humanidade, consigam a paz no mundo.

Se, ao desincentivar a luta justíssima de todos aqueles que, com fé ou sem ela, não conseguem sequer o pão para os seus filhos, D. Policarpo bem poderia dizer-nos se a alternativa que propõe é um milagre e, consequentemente, meter uma cunha junto de Deus que, atendendo a quem lhe pedia, talvez ficasse sensibilizado e resolvesse, no mínimo, o problema de todos aqueles que morrem à fome e, cuja única culpa é terem nascido por vontade de Deus.



           

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

CONIVÊNCIA INQUALIFICÁVEL


Face aos resultados alcançados…

1.      Face aos resultados alcançados por este Governo e, por este Primeiro-Ministro, já não está em dúvida que Passos Coelho enganou o eleitorado, dizendo que conhecia bem o país e que estava preparadíssimo para o salvar do caminho da “bancarrota”.
Pensando bem, como é que um simples Jota, que andou por aí por umas empresazecas e foi lendo uns livritos, poderia ter a experiência suficiente (mínima), para governar um país?
O que é facto, é que, após ter chegado ao governo tudo foi fazendo ao contrário do que prometera na campanha eleitoral, numa insofismável prova de insegurança e, agora, sentindo-se, completamente, perdido, corre para a frente, num “custe o que custar”, sem perceber (ou se ralar) com o sofrimento crescente que está a causar aos portugueses, nos quais, obviamente, se incluem os que nele acreditaram e o elegeram.
Passos Coelho é um autêntico “bluff”.

2.      Face aos resultados alcançados por este Governo e por este Ministro das Finanças, já não restam dúvidas que Vitor Gaspar pode ser um conhecedor teórico genial, mas, pelos vistos, conhece apenas um só modelo, acerca do qual tem uma fé ilimitada, porque, sem alternativas, insiste numa política que todos reprovam, que, dia-a-dia, nos afunda ainda mais, que leva as famílias ao desespero e à fome e, que, ele faz que não percebe (ou não se rala), anunciando-nos aumentos pornográficos de impostos, com o ar mais cândido do mundo.
Vitor Gaspar, já não engana ninguém, é, igualmente, um evidente logro.

3.      Face aos resultados alcançados por este Governo e a tudo com que se comprometeu com o seu próprio eleitorado, como é que o Ministro de Estado Paulo Portas, líder de um dos Partidos da Coligação, continua a passar através dos pingos da chuva, fazendo aquela cara de quem “tomou óleo de fígado de bacalhau”, não reagindo, de forma explícita e frontal, perante este enorme roubo com assalto à mão armada, que são os indiscritíveis aumentos de impostos e o saque aos funcionários públicos, aos aposentados e aos reformados, que destrói, por completo, a classe média, quando, por razões eleitoralistas, se arvorava como paladino dos “contribuintes”?
Paulo Portas está a ser, afinal, igual a si próprio, um disfarçado demagogo, ansioso pelo poder.

4.      Face aos resultados alcançados por este Governo, o que dizer de Miguel Relvas e da sua capacidade de coordenar a política governativa? Só razões de compadrio justificam que ainda não tenha sido, pura e simplesmente, corrido.
Miguel Relvas é um arrogante defunto, convencido que ainda está vivo.

Mas,

5.      Face aos resultados alcançados por este Governo, tão ou mais grave, é a atitude do Presidente da República. Conhecedor absoluto de toda esta situação, da realidade do país, dos resultados desastrosos da política seguida pelo Governo e, sabedor que a sua continuidade nos arrastará para o total descalabro, continua a aceitar a continuação deste rumo, do empobrecimento galopante da vida das famílias e do destroçar acelerado da economia com um brutal crescimento do desemprego, sem, claramente, dizer ao povo, que o elegeu e que ele jurou defender, o que pensa que deve ser feito para inverter o rumo desta situação, permitindo, ao menos, perspectivar uma esperança para o futuro.

Sabendo, muito bem, que a continuação desta política irá ser um desastre completo e, que, consequentemente, os portugueses, de que ele é Presidente, já não podem sofrer mais, aliás, já não têm por onde sofrer mais, Cavaco Silva se aceitar este Orçamento, sem agir de alguma forma, deixando que esta “quadrilha” de teóricos, incompetentes e impreparados, no arraste para o abismo, a sua atitude será, sem sombra de dúvida, de CONIVÊNCIA INQUALIFICÁVEL.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

PAUSA



Talvez não seja mau, de quando em vez, fazermos uma PAUSA, para reflectir:


"Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro, e depois perdem o dinheiro para a recuperar. 

Por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente, de tal forma que acabam por nem viver no presente nem no futuro. 

Vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se não tivessem vivido..." 
(Confúcio)