segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
2012 – BALANÇO – NOTAS FINAIS
Nota 1 - O Partido de Angela Merkel designou-a candidata com 97,94% dos votos.
Nota 2 - A União Europeia, pela mão da Chanceler alemã, vem promovendo, de forma impiedosa e desumana, o regresso da pobreza e da fome à Europa, com programas de austeridade, de curto prazo, de que os Acordos com a Troika, na Grécia e em Portugal, são exemplos confirmados pela prática.
Nota 3 - No nosso caso, dia-a-dia, os mais variados meios de comunicação social assinalam:
"crescente desemprego; desvalorização do trabalho; falências de empresas e de famílias; quebra drástica de natalidade; envelhecimento demográfico; emigração ao nível dos anos 60; desertificação do interior; aumento da pobreza; desigualdades sociais; degradação dos serviços públicos essenciais...."
Nota 4 - O Objectivo principal das políticas seguidas pelo actual Governo de atingir o Deficit previsto no Acordo de Entendimento com a Troika, não só não foi alcançado, como a derrapagem foi de tal ordem que mesmo depois do valor ser alterado, foram necessárias receitas extraordinárias e, mesmo assim, continua em dúvida que tal seja alcançado.
Nota 5 - Com o "aprofundar da recessão, o aumento do desemprego, os cortes nos salários e nas pensões e a ausência de esperança", mas ainda, com os problemas decorrentes da eventual inconstitucionalidade do Orçamento para 2013, com novos aumentos de Impostos e a perda do consenso social e, os problemas no seio da Coligação, o Ano, que aí vem vai, certamente, não só ser de uma enorme dureza, como, possivelmente, de aumento da contestação que poderá revestir-se de acções pouca pacíficas.
CONCLUSÃO:
O Balanço de 2012 é, francamente, negativo e as perspectivas para 2013 não auguram nada de bom.
O Cidadão Pacífico sente-se, cada vez, mais encurralado, pagando, "custe o que custar", a crise que outros criaram, e a verdade é que os sacrifícios que nos impuseram, até agora, de nada valeram, a não ser que aceitemos que o objectivo regenerador é mesmo, como parece crer o Governo, o do regresso à Pobreza e à Fome.
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
MIRABOLANTE

Porque é que um sujeito
de nome Artur Baptista da Silva, que conseguiu aldrabar uns quantos jornalistas
e algumas prestigiadas organizações portuguesas, foi, rapidamente, desmascarado,
por todos os meios de comunicação como “aldrabão de 1ª ” e o Primeiro-ministro,
que mais uma vez, em mensagem natalícia, vem à Televisão dizer-nos que tudo vai
bem, neste país, não leva igual tratamento, quando todos nós (ou quase todos) estamos
a ver e a sentir, que, bem pelo contrário, tudo vai de mal a pior.
A razão, no meu
entender, é simples, o Artur Baptista da Silva foi uma novidade, enquanto as
mentiras que Passos Coelho passa a vida a dizer-nos acerca do nosso futuro, de
tão repetidas, se tornaram banalidades em que já ninguém acredita.
Quem viu na Televisão a
forma descarada com que o Artur Silva* nos aldrabou e a carinha hipócrita com
que Passos Coelho, de novo, nos prometeu o céu e a terra, percebe, facilmente,
como ambos não se importam de utilizar qualquer meio mirabolante para atingirem
os seus fins.
O que me assusta é
pensar que a Igreja demorou 2012 anos para retirar, do Presépio, o burro e a
vaca…
*Silva ? –
Silvas “há muitos, seu palerma”
sábado, 22 de dezembro de 2012
O DIA SEGUINTE
Afinal, o Mundo não
acabou!
Nem o mundo, nem as
parvoíces do Primeiro-Ministro, Passos Coelho, que terminou o dia afirmando que
os portugueses estão perante uma nova guerra tão injusta, quanto foi a Guerra
Colonial e que, em consequência, é necessário que cada português seja um
soldado na luta pelo futuro do país.
Como é possível vir
reconhecer a injustiça da guerra e, simultaneamente, agredir os que lá andaram
e que são os actuais reformados, sacrificando-lhes ainda mais a vida com a
redução (roubo) das suas reformas, fruto exclusivo do seu trabalho?
Fazer o paralelismo
entre a actual situação de “guerra” e a Guerra Colonial só se for para lembrar
que o sofrimento de então e, de agora, se deve, no primeiro caso, ao ditador
Salazar que, tal e qual Passos Coelho, teimou em continuar uma política de
guerra “morra quem morrer”, semelhante ao “slogan” do actual 1º Ministro,
“custe o que custar”.
De facto, também Salazar,
quando da guerra colonial, indiferente aos mortos e estropiados, muitos dos
quais ainda hoje sofrem os efeitos do que lá passaram, proclamou, tal qual o
faz agora Passos Coelho, que cada português teria de ser um soldado pronto a
dar a vida em defesa da pátria.
Passos Coelho abre a
boca e sai asneira!
A hipocrisia e
desumanidade das suas palavras são bem patentes quando, da boca para fora, diz que a situação é injusta, ao mesmo tempo
que tem na mão a faca que nos espeta nas costas quando, quotidianamente, corta
os direitos que nos assistem, com especial relevo para os reformados e pensionistas,
que vão andando de “guerra em guerra” até à morte final.
Ontem, afinal, não foi o
fim do mundo, nem o fim de nada, nem sequer das parvoeiras de Passos Coelho que
quer que todos sejamos soldados sem munições que ele, paulatinamente, nos vai
tirando.
Parvoíce ou provocação?
Mas as guerras injustas
acabam, normalmente, com a queda daqueles que as provocam.
O Mundo ainda não
acabou, porque há sempre um dia seguinte…
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
NATAL SEM ESPERANÇA
Quando era jovem vivia o
Natal com ansiedade pensando, essencialmente, nas prendas que o “menino Jesus”
me iria pôr no sapatinho, que eu, na véspera do dia 25, ia colocar na chaminé.

Mau grado as
dificuldades que as famílias menos abastadas passavam, esta época era de
alegria e de confraternização familiar com uma ceia melhorada a que,
normalmente, não faltava o bacalhau e os doces tradicionais.
É que, apesar de tudo,
era possível sonhar que o ano seguinte pudesse vir a ser melhor, mercê de um
aumento salarial ou de uma promoção, fruto do empenho na actividade
profissional.
Depois, veio um período
de alguma melhoria em que o Natal se vivia com enorme prazer e até, com alguma
emoção.
Este ano, pouco disso
persiste, com a alegria de então!
A tristeza e o desânimo
abateram-se sobre nós e, aqueles que, eventualmente, poderiam contribuir para
que a situação em que vivemos se invertesse, insistem, teimosamente, em seguir
o caminho que traçaram, numa atitude de total desprezo pelas famílias que empobrecem,
vertiginosamente, e, vão ficando, cada vez mais, sem os recursos indispensáveis
à sua própria sobrevivência.
Por mais que disfarcemos,
o Natal de 2012 é um mero ritual, onde a alegria foi substituída pela angústia
e, a esperança de dias melhores deu lugar à triste certeza de que os tempos que
aí vêm, vão ser, certamente, piores.
O Natal deste ano não
será o tempo simbólico do “Nascimento de Jesus” e das ofertas dos “Reis Magos”,
mas sim o tempo da ordem de Herodes, o Grande, para a perseguição e matança “de todos os meninos de Belém e de todos os
seus arredores”.
Para os crentes, com
essa matança, cumpriu-se mais uma profecia proclamada por Jeremias que dizia:
“Ouviu-se um clamor em Ramá, pranto, choro e grande
lamento; era Raquel chorando por seus filhos e inconsolável porque não mais
existem” (Mt 2:17-18)
É preciso evitar estas “matanças”;
É preciso lutar contra
os “Herodes”;
É preciso que “Raquel”
não tenha de chorar de novo pelos seus filhos;
É preciso fazer com que se retome a Esperança.
domingo, 16 de dezembro de 2012
"JÁ VIVI NUM PAÍS ASSIM..."
Este texto é de Isabel do Carmo (médica).
E tem toda a razão.
Também eu vivi nesse País!
O primeiro-ministro anunciou que íamos empobrecer, com aquele
desígnio de falar "verdade", que consiste na banalização do mal, para
que nos resignemos mais suavemente. Ao lado, uma espécie de contabilista a
nível nacional diz-nos, como é hábito nos contabilistas, que as contas são
difíceis de perceber, mas que os números são crus. Os agiotas batem à porta e
eles afinal até são amigos dos agiotas. Que não tivéssemos caído na asneira de
empenhar os brincos, os anéis e as pulseiras para comprar a máquina de lavar
alemã. E agora as jóias não valem nada. Mas o vendedor prometeu-nos que... Não
interessa.
Vamos empobrecer. Já vivi num país assim. Um país onde os
"remediados" só compravam fruta para as crianças e os pomares estavam
rodeados de muros encimados por vidros de garrafa partidos, onde as crianças
mais pobres se espetavam, se tentassem ir às árvores. Um país onde se ia ao
talho comprar um bife que se pedia "mais tenrinho" para os mais
pequenos, onde convinha que o peixe não cheirasse "a fénico". Não,
não era a "alimentação mediterrânica", nos meios industriais e no
interior isolado, era a sobrevivência.
Na terra onde nasci, os operários corticeiros, quando adoeciam
ou deixavam de trabalhar vinham para a rua pedir esmola (como é que vão fazer
agora os desempregados de "longa" duração, ou seja, ao fim de um ano
e meio?). Nessa mesma terra deambulavam também pela rua os operários e
operárias que o sempre branqueado Alfredo da Silva e seus descendentes punham
na rua nos "balões" ("Olha, hoje houve um ' balão' na Cuf,
coitados!"). Nesse país, os pobres espreitavam pelos portões da quinta dos
Patiño e de outros, para ver "como é que elas iam vestidas".
Nesse país morriam muitos recém-nascidos e muitas mães durante o
parto e após o parto. Mas havia a "obra das Mães" e fazia-se
anualmente "o berço" nos liceus femininos onde se colocavam
camisinhas, casaquinhos e demais enxoval, com laçarotes, tules e rendas e o
mais premiado e os outros eram entregues a famílias pobres bem- comportadas (o
que incluía, é óbvio, casamento pela Igreja).
Na terra onde nasci e vivi, o hospital estava entregue à
Misericórdia. Nesse, como em todos os das Misericórdias, o provedor decidia em
absoluto os desígnios do hospital. Era um senhor rural e arcaico, vestido de
samarra, evidentemente não médico, que escolhia no catálogo os aparelhos de
fisioterapia, contratava as religiosas e os médicos, atendia os pedidos dos
administrativos ("Ó senhor provedor, preciso de comprar sapatos para o meu
filho"). As pessoas iam à "Caixa", que dependia do regime de
trabalho (ainda hoje quase 40 anos depois muitos pensam que é assim), iam aos
hospitais e pagavam de acordo com o escalão. E tudo dependia da Assistência. O
nome diz tudo. Andavam desdentadas, os abcessos dentários transformavam-se em
grandes massas destinadas a operação e a serem focos de septicemia, as listas
de cirurgia eram arbitrárias. As enfermarias dos hospitais estavam cheias de
doentes com cirroses provocadas por muito vinho e pouca proteína. E
generalizadamente o vinho era barato e uma "boa zurrapa".
E todos por todo o lado pediam "um jeitinho", "um
empenhozinho", "um padrinho", "depois dou-lhe qualquer
coisinha", "olhe que no Natal não me esqueço de si" e procuravam
"conhecer lá alguém".
Na província, alguns, poucos, tinham acesso às primeiras letras
(e últimas) através de regentes escolares, que elas próprias só tinham a quarta
classe. Também na província não havia livrarias (abençoadas bibliotecas
itinerantes da Gulbenkian), nem teatro, nem cinema.
Aos meninos e meninas dos poucos liceus (aquilo é que eram
elites!) era recomendado não se darem com os das escolas técnicas. E a uma
rapariga do liceu caía muito mal namorar alguém dessa outra casta. Para tratar
uma mulher havia um léxico hierárquico: você, ó; tiazinha; senhora (Maria);
dona; senhora dona e... supremo desígnio - Madame.
Os funcionários públicos eram tratados depreciativamente por
"mangas-de-alpaca" porque usavam duas meias mangas com elásticos no
punho e no cotovelo a proteger as mangas do casaco.
Eu vivi nesse país e não gostei. E com tudo isto, só falei de
pobreza, não falei de ditadura. É que uma casa bem com a outra. A pobreza
generalizada e prolongada necessita de ditadura. Seja em África, seja na
América Latina dos anos 60 e 70 do século XX, seja na China, seja na Birmânia,
seja em Portugal
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
AGENDA ESCONDIDA
A ideia que se quer fazer passar
de que, para haver crescimento económico dever-se-á, num primeiro momento,
concentrar a riqueza na mão de uma minoria socialmente privilegiada, para,
depois, num segundo momento, passar a haver uma redistribuição de que todos
beneficiem, não resulta, como é bem visível, neste momento, no mundo ocidental,
em geral e no espaço europeu, em particular, porque a própria lógica do
capitalismo não controlado possibilita que quem mais tem, mais quer e, como quem
mais tem controla o poder, paulatinamente, o capital vai-se concentrando nuns
quantos, que se aproveitam da sua posição dominante para explorarem os mais
fracos.
Uma sociedade assim desregulada,
permite, facilmente, a formação de grupos de interesses de todos os géneros
(grandes empresas, ordens profissionais, sindicatos, partidos, grupos
parlamentares, autarcas, igrejas, especuladores financeiros, etc.) que, embora
se apresentem, teoricamente, como defensores dos mais desprotegidos, agem,
essencialmente, na defesa dos seus privilégios, de que não dão mão.
Por sua vez, as elites detentoras
do capital não estão dispostas a empreender em países que apresentem alguns
riscos, preferindo continuar a especular até que a “teta” seque.
Para combater esta situação seria
necessária a existência de Governos dispostos a intervir de forma eficiente,
capazes de possibilitar a maximização económica do sistema, em vez de esperar
que o mercado, com a ajuda da mãozinha invisível, se auto regule.
Sendo certo que os responsáveis
pela governação do país, bem como os representantes da Troika e os seus
respectivos chefes e, ainda, a sra. Merkel e os dirigentes dos países mais
ricos do Norte não são desprovidos de inteligência, é evidente que têm perfeita
consciência dos resultados das políticas que estão a impor aos países do Sul,
que os encaminha, decisivamente, para a pobreza, pela via da diminuição
acentuada das suas remunerações provenientes do trabalho.
Perante este cenário,
questiona-se a razão que levará à manutenção destas políticas que,
inevitavelmente, criarão sociedades empobrecidas e de mão-de-obra barata.
A grande dúvida é se, de facto,
não é essa, exactamente, a “agenda
escondida” dessa gente que, no fundo, pretende explorar agora o
trabalho já que o capital destes países está em vias de se esgotar.
Poderá esta ideia parecer
destituída de fundamento ou eivada de sentido conspirativo, mas as razões que
levaram às grandes guerras nunca foram claramente anunciadas, sendo bom lembrar
que o clima social, que então se vivia, bem como os interesses dos bancos dos
países capitalistas e os privilégios das classes que detinham o poder têm
enormes semelhanças com a situação que se vai espalhando, actualmente, pelos
países do Sul da Europa.
sábado, 8 de dezembro de 2012
OS VELHOS… E AGORA?
Vem hoje, nos jornais, a
notícia de que o Governo se prepara para continuar a diminuir, no próximo ano, as
pensões de reforma da função pública.
É curioso, como aos 70
anos ainda fico perplexo e faço esforços para não acreditar, na forma
desumanizada como os nossos governantes estão a tratar a população mais idosa.
AGORA, que no dia do meu
aniversário já não me congratulo por ter feito mais um ano, mas, pelo
contrário, sinto a nostalgia por passar a ter menos um;
AGORA, que poucos mais
anos cá andarei e a aproximação do fim é vertiginosa;
AGORA, que pensava que
tinha contribuído com o meu esforço e trabalho para a melhoria da vida das
gerações futuras;
AGORA, que deveria
usufruir do meu pecúlio que o Estado tem em seu poder, resultado dos descontos
que fiz, para quando me reformasse,
Pois é, exactamente,
AGORA,
que, a classe política
no poder, oriunda de novas gerações, resolveu encetar uma perseguição, sem
quartel, aos VELHOS, que nada lhes devem, bem pelo contrário, lhes
proporcionaram uma vida incomparavelmente superior a que eles tiveram, tratando-os
com imenso carinho e, quantas vezes, à custa de inarráveis sacrifícios os pouparam
das agruras da vida.
Não sendo capazes de dar
o devido valor a tudo isto e, mostrando uma total ausência de sentimentos, a
classe política no poder, trata-nos com desprezo, como se a existência dos mais
idosos fosse uma chaga, que deveria ser posta num gueto e alimentada a rações
para porcos, contribuindo, dessa forma, para a melhoria do défice orçamental.
A grande maioria dos
actuais idosos (os que ainda cá andam) estiveram na guerra pelo país (muitos
morreram ou ficaram estropiados) ou sofreram os seus nefastos efeitos,
trabalharam uma vida inteira, pagaram os seus impostos, tiveram filhos que
alimentaram e ajudaram a singrar na vida (e hoje voltam a ter, muitas vezes, de
os continuar a ajudar), plantaram árvores, escreveram livros e AGORA…
bom, AGORA,
numa impensável e
absurda obsessão, as gerações mais novas no poder, vão-nos diminuindo as
pensões (um roubo, porque o dinheiro é nosso), levando-nos a caminho de uma
disparatada e insuportável sobrevivência, obrigando-nos a sacrifícios não só
físicos, mas principalmente psicológicos, que jamais pensámos que pudessem vir
a acontecer.
AGORA,
estas novas gerações de políticos no poder, destituídos de sentimentos, tratam
os VELHOS como o Nazismo tratou os judeus.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
VIVER A MÚSICA
Ouvir música, com prazer, implica um mínimo de conhecimentos a que só alguns têm acesso.
Mas vivê-la, com alegria e sem preconceitos, é extensivo a qualquer um de nós.
EXPERIMENTE!!!!
http://www.youtube.com/watch?v=fmxdGkl0oWg&feature=autoplay&list=QL&index=3&
O “CANTO ESCURO” DAS MARIONETES
Depois
do “chefe” do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, no que se refere aos apoios
concedidos à Grécia, ter dito, perante as câmaras de televisão, de que Portugal
e a Irlanda seriam, naturalmente, tratados de acordo com o princípio de
igualdade de tratamento, em consequência, aliás, da decisão – dizia ele - “que
tomámos há meses ou mesmo há mais de um ano, de que temos de aplicar as mesmas
regras aos outros países sob programa”, tanto Victor Gaspar, no Parlamento,
como Passos Coelho, em Cabo Verde, confirmaram que assim seria, chegando mesmo,
o Primeiro-Ministro a vangloriar-se de que a sua intervenção tinha contribuído
para a solução encontrada.
Pois
bem, bastou apenas que o Ministro das Finanças alemão, secundado pelo da
França, viesse afirmar, no Parlamento Europeu, que “seria um sinal terrível”
que Portugal pedisse condições equiparadas às concedidas à Grécia, para que
estes “comparsas” viessem, a correr, desdizerem-se, afirmando, agora, que tudo
não passava de um equívoco, chegando mesmo ao ridículo, quando Juncker se
justificou, dizendo que as suas afirmações resultaram da pressão dos
jornalistas feitas num “CANTO ESCURO”.
Juncker,
Barroso, Passos Coelho, Gaspar e uns quantos mais não passam de tristes
“MARIONETES”, manipuladas pelos dirigentes dos países mais poderosos, prontos a
darem o dito por não dito, logo que os seus “senhores” lhes puxem as orelhas.
Que não
haja ilusões! Na actual Europa, ninguém dá nada a ninguém, a menos que tal
dádiva seja indispensável para que os mais ricos possam manter o “status quo”.
A queda
da Grécia e/ou de Portugal será, para eles, um enorme perigo e, por isso, tudo
farão para o evitar (mas por eles, não por nós).
O
“CANTO ESCURO”, onde Juncker” diz ter falado, é, certamente, as latrinas onde
todos eles se costumam encontrar, tal “a cagada” e o cheiro que ressalta de todo
este vergonhoso episódio.
sábado, 1 de dezembro de 2012
VELHICE – Reflexões

Quando
nos questionamos sobre que tipo de sociedade queremos construir, deveria ser consensual que
um dos grandes objectivos será a de proporcionar, a todos, uma vida em que o
inevitável envelhecimento se faça com dignidade e, mesmo, com prazer.
A vida
tem de valer a pena e o contributo que cada um dá, com o seu trabalho, para o
progresso da sociedade, deverá ter, como contrapartida, no mínimo, a sua
protecção na velhice.
O
trabalho não é, em si mesmo, um objectivo de vida, mas sim um instrumento que
nos proporcione os meios para que estar neste mundo não seja apenas um
sacrifício inglório, mas sim um período de satisfação e de desejo de
continuarmos vivos.
Nas
últimas décadas, foi feito um enorme esforço nesse sentido e, é justo reconhecer, que se realizou uma melhoria considerável, possibilitando não só uma maior
longevidade, mas também a diminuição do sofrimento resultante das doenças que,
naturalmente, vão chegando.
Os
avanços da ciência têm proporcionado soluções medicamentosas (e não só), que
evitam a dor e nos deixam chegar até ao fim com muito menos sofrimento.
O que
se esperaria, portanto, é que a organização da sociedade mantivesse a evolução nesse sentido, permitindo que a velhice fosse um período em que continuasse a
valer a pena viver, com alguma alegria.
Infelizmente,
não é isso que está a acontecer.
As
gerações actualmente no poder, que não têm a mínima noção de como se vivia há
sessenta anos atrás, resolveram adoptar a primazia dos números, de uma maneira
completamente desumanizada, tomando medidas cegas que, ao invés de compensarem
vidas inteiras de trabalho, cujos resultados estão eles próprios a usufruir,
sobrecarregam, de forma inusitada, os que na recta final da vida deveriam poder
viver tranquilamente.
Estes
tecnocratas e teóricos sem “alma”, estão, inequivocamente, a proporcionar uma
clara decadência da velhice.
Afinal,
que sociedade querem eles construir?
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
ENTREVISTA COM O PRIMEIRO MINISTRO
O que disse Passos Coelho na entrevista à TVI:
- Passos anunciou mais cortes nas Pensões e nos Salários;
- Passos "Não vou renegociar o memorando";
- Passos diz que Gaspar é o nº 2 do Governo, Portas é o nº 3;
- Passos afirma que Coligação tem a obrigação de chegar ao fim da legislatura.
Passos não apresentou uma qualquer ideia nova.
Em toda esta entrevista, a grande novidade e que prendeu a atenção dos portugueses foi, sem dúvida, o novo penteado da Judite de Sousa.
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
PURA COBARDIA
O que este Governo está a fazer com o
dinheiro dos reformados e pensionistas é um autêntico roubo.
Se o nosso dinheiro não estivesse na
posse deles e o tivéssemos num cofre, em nossa casa, estou certo, que nos assaltariam
pela calada da noite (ou mesmo de dia), arrombariam o cofre e o levariam, “custasse
o que custasse”.
O ministro da Segurança Social, Mota Soares,
que tem um ar de anjinho e fala aos soluços, deveria ser capaz de vir a público
rebater o artigo que Bagão Félix publicou no jornal “O Público” e que, abaixo,
se transcreve, ou então, ter a coragem de pura e simplesmente sair do Governo.
Mas o prazer de estar no “poleiro” sobrepõe-se
às ideias que, tão exaltadamente, defendia na Oposição.
O que este Governo e este Ministro estão a
fazer aos reformados e pensionistas é, não só um roubo, mas também, um acto de PURA COBARDIA.
Por
António Bagão Félix
Aprovado
o OE 2013, Portugal arrisca-se a entrar no "Guinness Fiscal" por
força de um muito provavelmente caso único no planeta: a partir de um certo
valor (1350 euros mensais), os pensionistas vão passar a pagar mais impostos do
que outro qualquer tipo de rendimento, incluindo o de um salário de igual
montante! Um atropelo fiscal inconstitucional, pois que o imposto pessoal é
progressivo em função dos rendimentos do agregado familiar [art.º 104.º da
CRP], mas não em função da situação activa ou inactiva do sujeito passivo e uma
grosseira violação do princípio da igualdade [art.º 13.º da CRP].
Por
exemplo, um reformado com uma pensão mensal de 2200 euros pagará mais 1045 € de
impostos do que se estivesse a trabalhar com igual salário (já agora, em termos
comparativos com 2009, este pensionista viu aumentado em 90% o montante dos
seus impostos e taxas!).
Tudo isto por causa de uma falaciosamente denominada "contribuição extraordinária de solidariedade" (CES), que começa em 3,5% e pode chegar aos 50%. Um tributo que incidirá exclusivamente sobre as pensões. Da Segurança Social e da Caixa Geral de Aposentações. Públicas e privadas. Obrigatórias ou resultantes de poupanças voluntárias. De base contributiva ou não, tratando-se por igual as que resultam de muitos e longos descontos e as que, sem esse esforço contributivo, advêm de bónus ou remunerações indirectas e diferidas.
Nas pensões, o Governo resolveu que tudo o que mexe leva! Indiscriminadamente. Mesmo - como é o caso - que não esteja previsto no memorando da troika.
Tudo isto por causa de uma falaciosamente denominada "contribuição extraordinária de solidariedade" (CES), que começa em 3,5% e pode chegar aos 50%. Um tributo que incidirá exclusivamente sobre as pensões. Da Segurança Social e da Caixa Geral de Aposentações. Públicas e privadas. Obrigatórias ou resultantes de poupanças voluntárias. De base contributiva ou não, tratando-se por igual as que resultam de muitos e longos descontos e as que, sem esse esforço contributivo, advêm de bónus ou remunerações indirectas e diferidas.
Nas pensões, o Governo resolveu que tudo o que mexe leva! Indiscriminadamente. Mesmo - como é o caso - que não esteja previsto no memorando da troika.
Esta
obsessão pelos reformados assume, nalguns casos, situações grotescas, para não
lhes chamar outra coisa. Por exemplo, há poucos anos, a Segurança Social disponibilizou
a oferta dos chamados "certificados de reforma" que dão origem a
pensões complementares públicas para quem livremente tenha optado por descontar
mais 2% ou 4% do seu salário. Com a CES, o Governo decide fazer incidir mais
impostos sobre esta poupança do que sobre outra qualquer opção de aforro que as
pessoas pudessem fazer com o mesmo valor... Ou seja, o Estado incentiva a
procura de um regime público de capitalização (sublinho, público) e logo a
seguir dá-lhe o golpe mortal. Noutros casos, trata-se - não há outra maneira de
o dizer - de um desvio de fundos através de uma lei: refiro-me às prestações
que resultam de planos de pensões contributivos em que já estão actuarialmente
assegurados os activos que caucionam as responsabilidades com os beneficiários.
Neste caso, o que se está a tributar é um valor que já pertence ao
beneficiário, embora este o esteja a receber diferidamente ao longo da sua vida
restante. Ora, o que vai acontecer é o desplante legal de parte desses valores
serem transferidos (desviados), através da dita CES, para a Caixa Geral de
Aposentações ou para o Instituto de Gestão Financeira da S. Social! O curioso é
que, nos planos de pensões com a opção pelo pagamento da totalidade do montante
capitalizado em vez de uma renda ou pensão ao longo do tempo, quem resolveu
confiar recebendo prudente e mensalmente o valor a que tem direito verá a sua
escolha ser penalizada. Um castigo acrescido para quem poupa.
Haverá casos em que a soma de todos os tributos numa cascata sem decoro (IRS com novos escalões, sobretaxa de 3,5%, taxa adicional de solidariedade de 2,5% em IRS, contribuição extraordinária de solidariedade (CES), suspensão de 9/10 de um dos subsídios que começa gradualmente por ser aplicado a partir de 600 euros de pensão mensal!) poderá representar uma taxa marginal de impostos de cerca de 80%! Um cataclismo tributário que só atinge reformados e não rendimentos de trabalho, de capital ou de outra qualquer natureza! Sendo confiscatório, é também claramente inconstitucional. Aliás, a própria CES não é uma contribuição. É pura e simplesmente um imposto. Chamar-lhe contribuição é um ardil mentiroso. Uma contribuição ou taxa pressupõe uma contrapartida, tem uma natureza sinalagmática ou comutativa. Por isso, está ferida de uma outra inconstitucionalidade. É que o já citado art.º 104.º da CRP diz que o imposto sobre o rendimento pessoal é único.
Haverá casos em que a soma de todos os tributos numa cascata sem decoro (IRS com novos escalões, sobretaxa de 3,5%, taxa adicional de solidariedade de 2,5% em IRS, contribuição extraordinária de solidariedade (CES), suspensão de 9/10 de um dos subsídios que começa gradualmente por ser aplicado a partir de 600 euros de pensão mensal!) poderá representar uma taxa marginal de impostos de cerca de 80%! Um cataclismo tributário que só atinge reformados e não rendimentos de trabalho, de capital ou de outra qualquer natureza! Sendo confiscatório, é também claramente inconstitucional. Aliás, a própria CES não é uma contribuição. É pura e simplesmente um imposto. Chamar-lhe contribuição é um ardil mentiroso. Uma contribuição ou taxa pressupõe uma contrapartida, tem uma natureza sinalagmática ou comutativa. Por isso, está ferida de uma outra inconstitucionalidade. É que o já citado art.º 104.º da CRP diz que o imposto sobre o rendimento pessoal é único.
Estranhamente,
os partidos e as forças sindicais secundarizaram ou omitiram esta situação de
flagrante iniquidade. Por um lado, porque acham que lhes fica mal defender
reformados ou pensionistas desde que as suas pensões (ainda que contributivas)
ultrapassem o limiar da pobreza. Por outro, porque tem a ver com pessoas que já
não fazem greves, não agitam os media, não têm lobbies organizados.
Pela mesma lógica, quando se fala em redução da despesa pública há uma concentração da discussão sempre em torno da sustentabilidade do Estado social (como se tudo o resto fosse auto-sustentável...). Porque, afinal, os seus beneficiários são os velhos, os desempregados, os doentes, os pobres, os inválidos, os deficientes... os que não têm voz nem fazem grandiosas manifestações. E porque aqui não há embaraços ou condicionantes como há com parcerias público-privadas, escritórios de advogados, banqueiros, grupos de pressão, estivadores. É fácil ser corajoso com quem não se pode defender.
Foi
lamentável que os deputados da maioria (na qual votei) tenham deixado passar
normas fiscais deste jaez mais próprias de um socialismo fiscal absoluto e
produto de obsessão fundamentalista, insensibilidade, descontextualização
social e estrita visão de curto prazo do ministro das Finanças. E pena é que
também o ministro da Segurança Social não tenha dito uma palavra sobre tudo
isto, permitindo a consagração de uma medida que prejudica seriamente uma visão
estratégica para o futuro da Segurança Social. Quem vai a partir de agora
acreditar na bondade de regimes complementares ou da introdução do
"plafonamento", depois de ter sido ferida de morte a confiança como
sua base indissociável? Confiança que agora é violada grosseiramente por
ditames fiscais aos ziguezagues sem consistência, alterando pelo abuso do poder
as regras de jogo e defraudando irreversivelmente expectativas legitimamente
construídas com esforço e renúncia ao consumo.
Depois
da abortada tentativa de destruir o contributivismo com o aumento da TSU em 7%,
eis nova tentativa de o fazer por via desta nova avalanche fiscal. E logo
agora, num tempo em que o Governo diz querer "refundar" o Estado
Social, certamente pensando (?) numa cultura previdencial de partilha de riscos
que complemente a protecção pública. Não há rumo, tudo é medido pela única
bitola de mais e mais impostos de um Estado insaciável.
Há ainda outro efeito colateral que não pode ser ignorado, antes deve ser prevenido: é que foram oferecidos poderosos argumentos para "legitimar" a evasão contributiva no financiamento das pensões. "Afinal, contribuir para quê?", dirão os mais afoitos e atentos.
Este é mais um resultado de uma política de receitas "custe o que custar" e não de uma política fiscal com pés e cabeça. Um abuso de poder sobre pessoas quase tratadas como párias e que, na sua larga maioria, já não têm qualquer possibilidade de reverter a situação. Uma vergonha imprópria de um Estado de Direito. Um grosseiro conjunto de inconstitucionalidades que pode e deve ser endereçado ao Tribunal Constitucional.
Há ainda outro efeito colateral que não pode ser ignorado, antes deve ser prevenido: é que foram oferecidos poderosos argumentos para "legitimar" a evasão contributiva no financiamento das pensões. "Afinal, contribuir para quê?", dirão os mais afoitos e atentos.
Este é mais um resultado de uma política de receitas "custe o que custar" e não de uma política fiscal com pés e cabeça. Um abuso de poder sobre pessoas quase tratadas como párias e que, na sua larga maioria, já não têm qualquer possibilidade de reverter a situação. Uma vergonha imprópria de um Estado de Direito. Um grosseiro conjunto de inconstitucionalidades que pode e deve ser endereçado ao Tribunal Constitucional.
PS1: Com a antecipação em "cima da hora" da passagem da idade de aposentação dos 64 para os 65 anos na função pública já em 2013 (até agora prevista para 2014), o Governo evidencia uma enorme falta de respeito pela vida das pessoas. Basta imaginar alguém que completa 64 anos em Janeiro do próximo ano e que preparou a sua vida pessoal e familiar para se aposentar nessa altura. No dia 31 de Dezembro, o Estado, através do OE, vai dizer-lhe que, afinal, não pode aposentar-se. Ou melhor, em alguns casos até poderá fazê-lo, só que com penalização, que é, de facto, o que cinicamente se pretende com a alteração da lei. Uma esperteza que fica mal a um Governo que se quer dar ao respeito.
PS2: Noutro ponto, não posso deixar de relevar uma anedota
fiscal para 2013: uma larga maioria das famílias da classe média tornadas
fiscalmente ricas pelos novos escalões do IRS não poderá deduzir um cêntimo
que seja de despesas com saúde (que não escolhem, evidentemente). Mas, por
estimada consideração fiscal, poderão deduzir uns míseros euros pelo IVA
relativo à saúde... dos seus automóveis pago às oficinas e à saúde... capilar
nos cabeleireiros. É comovente...
terça-feira, 27 de novembro de 2012
DESPLANTE DE PASSOS COELHO
Perante
a realidade do país, perante o evidente empobrecimento e as crescentes
dificuldades dos que menos têm e que, dia-a-dia, vivem uma enorme angústia,
manifestando a todo o momento um crescente desalento, sem saber o que fazer
para conseguirem sobreviver, Passos Coelho, na Madeira, em frente das câmaras da
televisão, veio dizer, sem rodeios, que:
“Quem mais contesta é
quem mais tem”
para acrescentar,
de seguida:
“Não receio a
impopularidade e confio na inteligência dos portugueses”.
Um
primeiro-ministro que diz uma enormidade destas, que não se rala com a sua
popularidade, teimando em levar por diante uma política de “custe o que custar”,
cujos resultados desastrosos estão à
vista, que não tem noção que, de facto, quem mais contesta é quem mais tem, mas
não dinheiro, mas sim FOME, não pode continuar a governar este país, como se, realmente, fosse cego e surdo, e, do alto da sua torre, com uma enorme frieza e
arrogância, dizer que confia na inteligência dos portugueses. (Quais
portugueses, os que mais têm ou os outros?)
É
preciso ter um grande DESPLANTE.
Pouco
resta a Passos Coelho e ao seu Governo...
Como dizia Eça:
“Este governo não cai porque não é um edifício,
sairá com benzina porque é uma nódoa”
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
OPORTUNIDADE EXCEPCIONAL - Dedução do IVA no IRS
IMPOSTOSIMPOSTOSIMPOSTOSIMPOSTOS
IMPOSTOSIMPOSTOSIMPOSTOSIMPOSTOS
A
Autoridade Tributária e Aduaneira está a enviar, aos contribuintes, um ofício, em
que nos dá conta de que podemos beneficiar de uma dedução à colecta do IRS no
montante correspondente a 5% do IVA pago em cada Factura, com o limite máximo
de 250 euros.
Procura,
assim, o fisco, incentivar-nos a exigir factura aos seguintes sectores
contemplados por esta medida:
Ø Manutenção de veículos automóveis e motociclos;
Ø Alojamentos;
Ø Restauração;
Ø Cabeleireiros.
Porreiro-
pensei eu- deixa-me lá fazer contas:
Se 250,00
€ equivale a 5% do IVA pago em tais locais, então o total do IVA/ano terá de
ser de 5.000 euros.
Mas à
taxa de 23% de IVA, tal montante de Imposto, implica que os valores pagos pelos
serviços referidos para beneficiar dos tais 250 euros de dedução, tenham de
atingir os 21.739,13 € num ano.
Portanto,
já sabe, não perca esta oportunidade excepcional de deduzir 250 euros
ao seu IRS, bastando para tal, gastar, durante o ano, na manutenção do carro,
no restaurante, no hotel e no cabeleireiro a módica quantia de 21.739,13 euros.
Se este
valor representasse 5% do seu rendimento anual, então você precisava de ganhar, num ano, cerca de 434.782 euros, o que a dividir por 12, teria de ter uma remuneração
mensal na ordem dos 36.232 euros.
Será possível?
Não
acredito, devo ter errado as contas ou, então, alguém está a fazer-nos de
parvos!
IMPOSTOSIMPOSTOSIMPOSTOSIMPOSTOS
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
SEMENTES DE VIOLÊNCIA
A
violência é usada como a forma de, normalmente, pela via física, impor a
vontade de uns a outros, procurando manter ou conquistar o poder, destruindo,
muitas vezes, tanto a propriedade como as vidas dos oponentes.
Os lamentáveis
acontecimentos violentos de ontem, junto à Assembleia da República, devem ser,
vivamente, condenados porque, num Estado democrático, como é Portugal, não deve
ser essa a via seguida para resolver os nossos problemas.
Mas, se
é verdade que, nalguns casos, como parece ter sido o que ontem ocorreu, tal
violência física tem origem em “grupelhos” que fazem de tal prática a forma
inaceitável de se manifestarem, não podemos, nem devemos, menosprezar o que
está a ocorrer em outos países, que pode reverter para o nosso, onde as
manifestações, com violência física, são consequência de outras formas de
violência, nomeadamente, violências de carácter económico.
De
facto, por essa Europa, governos autistas, entre os quais se situa o nosso,
insistem, teimosamente, com enorme frieza e sem escrúpulos, em levar por diante
políticas de empobrecimento acelerado, levando as famílias mais desfavorecidas a
níveis abaixo da sobrevivência e ao inevitável desespero o que é, em si mesmo,
sementes de violência.
Baseados
no princípio de que somos um povo de Cidadãos Pacíficos, não parece sensato que
o governo continue, violentamente, a esticar a corda até que ela acabe por
rebentar, o que, naturalmente, irá suscitar uma reacção, igualmente, violenta,
porque tudo tem os seus limites, para além dos quais tudo pode acontecer…
Recusemos
a violência física, mas rejeitemos, igualmente, outras formas de violência,
como é o caso do ataque à vida económica e social que está a ser exercida,
indiscriminadamente, sobre os portugueses, levando-os ao desespero, o que pode
tornar, inevitável, reacções mais agressivas.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012
ANÍBAL – o “FURA GREVES”

O
direito à greve está inscrito na Constituição e, a situação galopante da
degradação da vida dos portugueses é um motivo, mais que justificativo, para
que se manifestem dessa forma, sendo certo que só a fez quem assim o entendeu.
A
adesão parece ter sido fortíssima, mas, obviamente, tem de ser respeitada, de
forma igual, a opção de cada um.
Neste
contexto, parece ser completamente despropositado, que o Presidente da
República, que tem andado escondido e, que nada nos tem dito de esperançoso
quanto ao futuro exactamente das famílias, que, desesperadamente se manifestam,
venha a público, via televisão, em pleno período em que decorre a greve,
referir que “hoje é dia de greve, mas eu
estou a trabalhar”.
O
Presidente da República, que é suposto sê-lo de todos os portugueses, não deve
(não pode), nestas circunstâncias, tomar partido, tipo “fura-greves”, avançando
com o seu próprio exemplo.
Tal
comportamento de Aníbal Cavaco Silva, que sentiu necessidade de, em pleno dia
de Greve Geral, vir anunciar que estava a trabalhar, dá vontade de lhe
perguntar o que está a fazer nos outros dias em que não há greve.
Esta
atitude do Presidente da República é um colossal erro político e a demonstração
pública de uma enorme falta de isenção.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012
As “SENHORAS DE BEM” vs As “TIAS” – brejeirices
A
sociedade portuguesa, apesar da enorme evolução cultural (e não só) pós 25 de
Abril, nunca se conseguiu libertar de algumas características marcantes da
época anterior.
As
senhoras da burguesia, de então, eram, normalmente, denominadas de “senhoras de
bem” e, tinham como uma das suas principais preocupações ajudarem os pobrezinhos,
o que lhes valia, muitas vezes, louvores do regime e da Igreja, garantindo,
assim, uma importância, “inter pares” na terra e um provável passaporte para o
céu.
Os
títulos nobiliárquicos eram (e são) um factor de distinção e importância.
Actualmente,
mantendo a mesma pose, as “Senhoras de bem”, foram substituídas pelas “Tias”
que adoptaram um característico acinte na voz, mantendo, todavia, como outrora,
a mesma preocupação quanto à linguagem e à “necessidade” de organizarem grandes
festas e deslumbrantes eventos, cujas receitas fazem reverter para ajudar os
pobrezinhos, com enorme publicidade nas revistas ditas “cor de rosa”.
A BD,
que abaixo se reproduz, ilustra bem esta situação, bem como a “brejeirice” dos
meus tempos de menino que, igualmente, relembro, fazia as delícias do que, sem que
os adultos ouvissem, íamos dizendo uns aos outros:
BREJEIRICE:
“Porra”, disse a marquesa batendo com as mamas em cima da
mesa.
Mas lembrando a esmerada educação recebida na
Suíça,
prontamente, emendou:” porra não,
chiça!!!”
domingo, 11 de novembro de 2012
A CAPA DO SÃO MARTINHO
A CAPA DO SÃO MARTINHO
(poesia espontânea)
Chovia que Deus a
dava
Estava um frio de
rachar
Quando o General
Martinho
Viu um pobre a
tiritar
Parou seu nobre
cavalo
E com punhal afiado
E deu-a àquele
desgraçado
Deus, que está lá nas
alturas
Ao ver aquele gesto
lindo
Transformou a
tempestade
No bom Verão de São
Martinho
A capa do nosso Santo
É um símbolo a
relembrar
E com castanhas e
vinho
Costumamos celebrar
No outro dia,
encontrei-o
Estava velho e tinha
frio
O gesto que tinha
feito
Já p’ra nada lhe
serviu
Perguntei-lhe pela
capa
“Não a tenho” – disse
o Santo
“P’ra poder
sobreviver,
Fui entregá-la ao
Banco”
Que importa a vida
que levas
Se há gente com tal
frieza
Que nem a capa do
pobre
Escapa a tamanha avareza
No Presépio deste ano
Por justiça e por
carinho
Vou trocar o rei
Gaspar
Pelo nosso São
Martinho
Jorge Paulos
sábado, 10 de novembro de 2012
MARCAÇÃO DO TERRITÓRIO – uma mijinha

Quando,
há pouco, observava o cão do meu vizinho a urinar junto das árvores e
candeeiros que rodeiam esta zona, reflecti sobre este hábito que os animais têm
de, por essa via, marcarem o território e, assim, deixarem uma mensagem com a
qual procuram intimidar os restantes cães, ao ponto de, sempre “que um dominado
fareja a urina libertada pelo dominante, ter tendência a emitir sinais de
submissão e a urinar no chão”
Talvez,
por associação de ideias, lembrei-me, não só, da visita que a Chanceler alemã
vem, segunda-feira, fazer a Portugal, como do facto do Primeiro-Ministro, Passos
Coelho ter resolvido receber a sra. Merkel não no CCB, como estava previsto,
mas no Forte de São Julião da Barra.
Curiosamente,
segundo a História, quando no início da Guerra Peninsular, as tropas francesas
de Napoleão Bonaparte, comandadas por Junot, alcançaram Lisboa, este Forte foi
transformado em Quartel-General das forças de ocupação.
E, a
questão que se põe, é a de tentar adivinhar o que vem fazer a sra Merkel a
Portugal, numa mini-visita de cinco horas, para além da simples, mas
intencional, mijinha?
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
ASSISTENCIALISMO
O Banco
Alimentar tem sido um organismo importantíssimo no apoio aos mais
desfavorecidos, assentando, o seu êxito, em minha opinião, em dois pilares
basilares:
- A forma como foi organizado e como tem
sido gerido;
- A generosidade da população perante uma
boa causa e a consciência da
necessidade de ser solidária para com os mais desfavorecidos.
São,
portanto, justíssimos, todos os elogios que têm sido feitos à mais alta
responsável pelo Banco Alimentar, Isabel Jonet, que tem dado sobejas provas de um
enorme espirito voluntarista, mas também e, sobretudo, pela sua capacidade
demonstrada, não só para o organizar e o gerir, mas, igualmente, para conseguir
motivar os portugueses para a adesão a esta causa.
Mas, o reconhecimento
destas suas indiscutíveis características não significa que estejamos de acordo
com algumas das suas ideias, que deixou expressas ontem numa “mesa redonda” na
SIC Notícias, lado a lado, com Manuela Ferreira Leite e Rui Vilar.
De
facto, naquele “fórum”, ficaram bem patentes duas linhas de pensamento que, de
uma forma mais ou menos velada, continuam a dividir a Europa (e não só), quanto
à forma de agir e de organizar a Sociedade.
Por um
lado, Isabel Jonet, defendeu a necessidade de alterar as premissas do conceito
de Estado Social, levando-nos, de novo, ao empobrecimento e alterando as
políticas, de forma que o essencial fosse o de se manter o auxílio aos pobres,
o que implicaria voltar-se à ideia de “remediar a pobreza”, com enormes
precauções orçamentais.
“Temos de aprender a empobrecer”
Não se pode continuar a pensar que é possível
comer um bife todos os dias – disse ela- porque, simplesmente não há dinheiro.
Acrescentando
que “temos de voltar ao essencial”.
Os que defendem tal visão consideram que as políticas
sociais são um custo.
Ao
invés, os outros dois membros do painel, evocando os resultados obtidos, este
ano, com as políticas de austeridade seguidas, bem como a posição que vai sendo
assumida por parte significativa da Europa, defenderam a necessidade de
políticas de crescimento, que contribuam para o desenvolvimento económico e
consequente aumento do PIB.
Manuela
Ferreira Leite, referindo-se à afirmação de Isabel Jonet de que “há certas
coisas que já não são viáveis” retorquiu que “Claro que não são viáveis, se continuarmos com esta política de
depressão, mas, se definirmos uma política de crescimento a perspectiva será
outra”.
Rui
Vilar relembrou o recente documento do FMI e o Relatório e Parecer do Conselho
Económico e Social onde se refere que nos processos de ajustamento há sempre
dor. Mas, no nosso caso, com o excesso de austeridade, corremos o risco de
sofrer a dor sem fazer o ajustamento.
A ideia
defendida por Margaret Thatcher de que o Estado já não tem condições económicas
para sustentar o Estado Providência e, consequentemente, deve ser retirada
grande parte dos direitos aos cidadãos que os foram adquirindo ao longo de
muitos anos de trabalho e luta, tem mais seguidores do que se julga, como é o
caso, aparentemente (ou não) inesperado de Isabel Jonet.
A
defesa do empobrecimento e do retrocesso no sentido do Assistencialismo, que se caracteriza pela ajuda pontual às camadas mais
desfavorecidas, pela via da doação individual, não leva a nada, porque, tal
política, não contribui para a transformação da realidade social dos mais carenciados,
que ficam sempre dependentes da “esmola” que lhes for atribuída.
A
mudança de padrão de vida desses extractos sociais tem de assentar em projectos
concebidos a partir das necessidades concretas dessas comunidades, procurando,
assim, prevenir a exclusão social e contribuir para a reinserção desses grupos
de risco e de forte vulnerabilidade.
Os que defendem tal visão consideram que as políticas
sociais são um investimento.
E, não
é verdade, como defendeu Isabel Jonet, “que já não há dinheiro”.
O
dinheiro continua a haver, o que é preciso rever é a forma como é distribuído.
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
PARA MEMÓRIA FUTURA
2. A causa da grande maioria dos nossos "PECADOS"
3. Homenagem à juventude. A emigração espera-vos. "INSCREVAM-SE"
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